Skip to main content

Dapagliflozina e empagliflozina dão candidíase? O que fazer

Dapagliflozina e empagliflozina dão candidíase? O que fazer

Resumo rápido

  • Dapagliflozina e empagliflozina aumentam o risco de candidíase genital, por elevarem a glicose na urina.
  • O risco é cerca de três vezes maior, principalmente em mulheres e em quem já teve candidíase.
  • Coceira e ardor precisam de avaliação, porque nem todo desconforto genital é fungo.
  • A maioria dos episódios é tratada sem abandonar definitivamente o remédio.
  • Dor genital intensa, inchaço progressivo e febre exigem atendimento urgente.

Você começou a tomar dapagliflozina (Forxiga) ou empagliflozina (Jardiance) e, algumas semanas depois, apareceu coceira ou ardor na região genital. A associação existe e tem explicação. Esses remédios fazem o corpo eliminar glicose pela urina, e esse açúcar favorece o crescimento de fungos em algumas pessoas.

Essa é uma das dúvidas que mais ouço no consultório, muitas vezes dita em voz baixa, no fim da consulta. Por isso, quero deixar claro desde o início: sintoma íntimo é informação clínica como qualquer outra. Adiar essa conversa costuma prolongar o incômodo ou levar a tratamentos errados.

A boa notícia é que um episódio de candidíase não significa que o tratamento deu errado. Também não significa que você precise abandonar um remédio que pode estar protegendo seus rins e seu coração. O primeiro passo é confirmar a causa. Depois, tratamos o episódio e decidimos juntos como manter os benefícios com segurança.

O que você precisa saber

O risco vem do próprio mecanismo do remédio. As gliflozinas reduzem a reabsorção de glicose nos rins, e parte desse açúcar sai pela urina. Esse ambiente facilita a multiplicação de fungos na região genital, mesmo quando a glicemia está melhorando. É um efeito conhecido de toda a classe, e não um sinal de falha do tratamento.

Candidíase genital não é infecção urinária. A candidíase causa coceira, vermelhidão e irritação na vulva ou no pênis. A infecção urinária costuma causar urgência para urinar, dor ao urinar e, às vezes, febre. Os sintomas podem se sobrepor, e por isso repetir uma pomada antiga sem avaliação nem sempre resolve.

A decisão de manter o remédio depende do contexto. A maioria dos episódios é leve ou moderada e responde ao tratamento habitual. Pesam na decisão a gravidade, a frequência dos episódios, a tolerância e o motivo pelo qual o remédio foi indicado. Quem tem doença renal ou insuficiência cardíaca pode ter benefícios importantes além do controle da glicose.

Candidíase genital é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, que provoca coceira, vermelhidão e ardor na região genital. Os inibidores de SGLT2, como dapagliflozina e empagliflozina, aumentam esse risco porque elevam a quantidade de glicose eliminada na urina.

Por que dapagliflozina e empagliflozina podem causar candidíase?

O açúcar que sai pela urina

O rim filtra o sangue o tempo todo e, normalmente, recupera quase toda a glicose filtrada. Quem faz esse trabalho de "recaptura" é uma proteína chamada SGLT2. Os inibidores de SGLT2, também chamados de gliflozinas, são remédios que bloqueiam essa proteína, e o excesso de glicose passa a sair pela urina. Para entender a classe como um todo, veja meu texto sobre inibidores de SGLT2 no diabetes tipo 2.

Essa eliminação tem um nome: glicosúria, que é simplesmente a presença de glicose na urina. Em quem usa gliflozina, ela é esperada e faz parte de como o remédio funciona. Uma comparação que costumo usar: é como deixar açúcar na pia de uma cozinha úmida. Não acontece nada com todo mundo, mas o ambiente fica mais convidativo para fungos.

A glicosúria, sozinha, não prova descontrole do diabetes nem diagnostica uma infecção. A candidíase depende da interação entre o remédio e características de cada pessoa.

Quem tem mais risco

Um grande estudo com cerca de 286 mil adultos com diabetes tipo 2 comparou quem começou uma gliflozina com quem começou outro remédio para diabetes. O risco de infecção genital foi aproximadamente três vezes maior com as gliflozinas, tanto em mulheres quanto em homens. Não houve diferença relevante entre os remédios da classe.

Em um estudo com cerca de 286 mil adultos com diabetes tipo 2, o risco de infecção genital foi aproximadamente três vezes maior com inibidores de SGLT2 do que com inibidores de DPP-4. Em números absolutos, o excesso foi de cerca de 87 casos por 1.000 pessoas-ano em mulheres e 12 em homens.

Na prática, os fatores que mais pesam são:

  • Ser mulher. Em uma auditoria britânica com mais de mil usuários de dapagliflozina, 13,2% das mulheres e 3,3% dos homens tiveram candidíase genital nos primeiros seis meses.
  • Ter tido candidíase antes. É o segundo fator mais consistente.
  • Ter mais de 60 anos. O aumento relativo do risco é maior nessa faixa etária.
  • Nos homens, não ser circuncidado. A umidade sob o prepúcio favorece os fungos.

O problema costuma aparecer nos primeiros meses de tratamento. E é importante dizer: a infecção não é sinal de falta de higiene, de culpa do paciente nem de transmissão sexual.

Como reconhecer a candidíase genital

Nas mulheres

Os sinais mais comuns são coceira, ardor, vermelhidão na vulva, pequenas fissuras na pele e corrimento esbranquiçado, às vezes com aspecto de "leite talhado". Pode haver dor na relação sexual e ardor ao urinar, porque a urina passa sobre a pele irritada.

Nos homens

Nos homens, o quadro mais típico é a balanite, uma inflamação da glande (a "cabeça" do pênis). Quando atinge também o prepúcio, chama-se balanopostite. Aparecem vermelhidão, ardor, pequenos pontos avermelhados e, às vezes, uma secreção esbranquiçada sob o prepúcio.

Nem todo ardor é fungo

Nenhum desses sinais, isoladamente, confirma a causa. Várias condições produzem queixas parecidas:

  • dermatite por sabonetes, absorventes ou lenços umedecidos;
  • alergias a produtos de uso local;
  • outras infecções, inclusive bacterianas e sexualmente transmissíveis;
  • alterações da menopausa, como ressecamento e afinamento da mucosa vaginal.

Por isso, tratar todo ardor como candidíase é um dos erros mais comuns que vejo. Quando o sintoma não melhora com o tratamento, a pergunta certa é "será que é mesmo fungo?", e não "qual pomada mais forte eu uso?".

Sinais de alerta: quando procurar atendimento urgente

Existe uma complicação muito rara, mas grave, que precisa ser diferenciada de uma candidíase simples: a gangrena de Fournier. Trata-se de uma infecção bacteriana profunda e de evolução rápida na região entre os genitais e o ânus. Em 2018, a agência americana FDA emitiu um alerta depois de identificar 12 casos em usuários de gliflozinas ao longo de cinco anos.

Procure um pronto-atendimento, sem esperar a consulta de rotina, se tiver:

  • dor forte na região genital ou entre os genitais e o ânus;
  • vermelhidão ou inchaço que avança rapidamente;
  • febre ou mal-estar importante junto com esses sinais.

Febre com dor lombar, vômitos ou piora importante do estado geral também pedem avaliação rápida. Esses sinais podem indicar uma infecção urinária que subiu para os rins. Em quem usa gliflozina, náuseas, vômitos e mal-estar também podem sinalizar cetoacidose, um acúmulo de ácidos no sangue que é raro, mas exige atendimento imediato. Nesses casos, a suspensão temporária do remédio deve ser decidida pela equipe que atender você.

Preciso parar o remédio?

Um episódio simples não exige suspensão definitiva

Na maioria das vezes, minha conduta é tratar o episódio e manter o remédio. O consenso multidisciplinar publicado em 2024 sobre efeitos geniturinários das gliflozinas vai na mesma direção. Ele não recomenda a suspensão rotineira e lembra que, quando o remédio é interrompido de vez, os benefícios para rins e coração se perdem rapidamente.

Isso não significa ignorar o sintoma. Significa confirmar o diagnóstico, tratar e acompanhar a resposta.

Como costuma ser o tratamento

O tratamento da candidíase genital costuma usar antifúngicos em creme ou óvulo, ou em comprimido por via oral, geralmente por pouco tempo. A escolha depende do quadro, da gravidez, de outras doenças e dos remédios que você já usa.

Um detalhe que pouca gente conhece: o fluconazol, antifúngico oral muito usado, pode aumentar o efeito de alguns remédios para diabetes da classe das sulfonilureias, como glibenclamida e glimepirida. Isso aumenta o risco de hipoglicemia. Por isso, leve a lista completa dos seus remédios a qualquer atendimento.

Antibiótico não trata candidíase. Usado sem necessidade, ainda desequilibra a flora local e pode facilitar novos episódios.

Infecções de repetição mudam a conversa

Quando há três ou mais episódios em um ano, falamos em candidíase recorrente. Nessa situação, eu reviso se todos os episódios eram de fato candidíase. Também costumo pedir uma coleta para identificar o fungo. Algumas espécies, como a Candida glabrata, respondem pior ao fluconazol e exigem outra estratégia.

Também é hora de conversar sobre qualidade de vida. Conforme a gravidade, a frequência e os benefícios esperados, o plano pode incluir prevenção individualizada, troca para outra classe de remédio ou interrupção. Ninguém é obrigado a conviver indefinidamente com um efeito adverso.

Se isso está acontecendo com você, agende uma avaliação do seu tratamento, no Campo Belo ou em Perdizes, ou por telemedicina. Leve anotados as datas dos episódios, os sintomas e os remédios usados em cada um.

Como prevenir e reduzir o desconforto

A prevenção funciona melhor quando é simples e cabe na rotina:

  • Higiene suave: água e sabonete neutro, sem esfregar.
  • Secar bem a região, principalmente após o banho e depois de urinar, já que a urina contém glicose.
  • Nos homens, retrair o prepúcio durante a higiene e secar a glande com cuidado.
  • Trocar roupas molhadas logo após exercício ou piscina.
  • Preferir roupas íntimas de algodão e evitar peças muito justas por longos períodos.

Duchas vaginais, desodorantes íntimos e limpeza agressiva costumam piorar a irritação e não resolvem o mecanismo do remédio.

Conte ao seu médico se você tem dificuldade de mobilidade, incontinência urinária, usa fraldas ou se irrita com sabonetes. Esses detalhes ajudam a adaptar os cuidados sem transformar a higiene em cobrança.

Candidíase significa que o diabetes está descontrolado?

Não necessariamente. Em quem usa gliflozina, a glicose aparece na urina mesmo quando o diabetes está bem controlado, porque é assim que o remédio age. Por isso, o exame de glicose na urina deixa de ser útil para avaliar o controle durante o tratamento.

O controle do diabetes se avalia pela glicemia, pela hemoglobina glicada e pelo monitoramento da glicemia no dia a dia. Uma candidíase não prova que você comeu açúcar demais ou deixou de seguir o tratamento.

Ainda assim, glicose persistentemente alta também favorece infecções. Se, além da candidíase, você tem sede excessiva, urina em grande quantidade ou cansaço, veja o que sentimos quando a glicose está alta e converse com seu médico. Manter o acompanhamento do tratamento do diabetes tipo 2 continua sendo fundamental.

Por que vale a pena pesar os benefícios do remédio

As gliflozinas deixaram de ser apenas remédios para baixar a glicose. Hoje, elas também são prescritas para proteger os rins e o coração, inclusive em algumas pessoas sem diabetes, como quem tem doença renal crônica ou insuficiência cardíaca. A importância desses benefícios depende de por que o remédio foi indicado para você.

No estudo EMPA-KIDNEY, com 6.609 pessoas com doença renal crônica, a progressão da doença renal ou a morte cardiovascular ocorreu em 13,1% do grupo da empagliflozina e em 16,9% do grupo placebo, em cerca de dois anos. Esse resultado não se aplica igualmente a toda pessoa com candidíase, mas mostra o que pode estar em jogo.

Costumo dizer que, em medicina, não existe equilíbrio, existe prioridade. Para quem toma a gliflozina para proteger os rins, tratar uma candidíase e seguir com o remédio quase sempre é a melhor escolha. Para quem tem infecções graves e repetidas, a prioridade pode mudar, e outras opções podem ser melhores.

Se surgirem coceira, ardor ou vermelhidão genital durante o uso de dapagliflozina ou empagliflozina, procure avaliação para confirmar a causa e tratar o episódio. Não abandone o remédio por conta própria. Discuta recorrência e tolerância com seu médico. Dor intensa, inchaço progressivo, febre ou mal-estar importante exigem atendimento urgente.

Principais pontos

  • A candidíase genital é um efeito conhecido de toda a classe dos inibidores de SGLT2, incluindo dapagliflozina e empagliflozina.
  • O risco é cerca de três vezes maior e pesa mais em mulheres, em quem já teve candidíase e em pessoas acima de 60 anos.
  • Glicose na urina é esperada durante o uso do remédio e não indica, sozinha, diabetes descontrolado.
  • O diagnóstico depende dos sintomas e do exame clínico, e não do exame de urina.
  • A maioria dos episódios é leve e pode ser tratada sem abandonar o remédio.
  • Três ou mais episódios por ano pedem investigação do fungo e revisão do plano.
  • Complicações graves, como a gangrena de Fournier, são raras, mas seus sinais exigem atendimento imediato.
  • Higiene suave e secagem cuidadosa ajudam mais do que produtos agressivos.

Erros comuns

Erro: parar o remédio definitivamente no primeiro sintoma
Suspender por conta própria pode tirar de você benefícios importantes para rins e coração. A maioria dos episódios responde bem ao tratamento. Confirme a causa e decida o plano com seu médico.

Erro: tratar todo ardor como candidíase
Dermatites, alergias, outras infecções e alterações da menopausa causam sintomas parecidos. Repetir a mesma pomada sem melhora atrasa o diagnóstico correto. Sintoma persistente pede nova avaliação.

Erro: usar antibiótico para "limpar" a infecção
Antibiótico não age contra fungos e ainda desequilibra a flora local, o que pode facilitar novos episódios. Ele só tem papel quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

Erro: tomar antifúngico preventivo por conta própria
O uso contínuo tem interações, como o risco de hipoglicemia com sulfonilureias, além de contraindicações e risco de selecionar fungos resistentes. Prevenção com remédio é decisão individual, após confirmar o diagnóstico.

Erro: exagerar na higiene íntima
Duchas vaginais, desodorantes íntimos e esfregar a região irritam a pele e pioram o desconforto. Água, sabonete neutro e secagem cuidadosa são suficientes.

Erro: achar que a candidíase prova que o diabetes está descontrolado
A gliflozina coloca glicose na urina mesmo com o diabetes bem controlado. O controle se avalia por glicemia e hemoglobina glicada, e não pela infecção.

Perguntas frequentes

Dapagliflozina e empagliflozina podem causar candidíase?

Sim. As duas pertencem à classe dos inibidores de SGLT2, que aumentam a eliminação de glicose pela urina e favorecem fungos na região genital. O risco é cerca de três vezes maior do que com outros remédios para diabetes, mas a maioria dos usuários não tem o problema. Sintomas precisam de avaliação, porque outras causas de irritação podem parecer candidíase.

Quanto tempo depois de começar o remédio a candidíase costuma aparecer?

A candidíase associada às gliflozinas costuma surgir nos primeiros meses de tratamento, embora possa aparecer depois. Mulheres e pessoas com episódios anteriores devem ficar mais atentas nesse período. Se coceira, ardor ou vermelhidão genital começarem após iniciar o remédio, avise seu médico em vez de esperar a próxima consulta de rotina.

Qual a diferença entre candidíase e infecção urinária?

A candidíase genital é causada por fungos e afeta a pele e a mucosa dos genitais, com coceira, vermelhidão e corrimento. A infecção urinária costuma ser causada por bactérias e afeta a bexiga ou os rins, com urgência para urinar, dor ao urinar e, às vezes, febre. Ardor pode ocorrer nas duas, e por isso o tratamento depende do diagnóstico.

Preciso suspender a gliflozina ao primeiro episódio?

Na maioria dos casos, não. Episódios leves ou moderados costumam ser tratados com antifúngico sem interromper definitivamente o remédio. A decisão depende do diagnóstico, da gravidade e do motivo da indicação, como proteção dos rins ou do coração. Não suspenda por conta própria. Sintomas intensos ou sinais de infecção grave exigem avaliação urgente e podem mudar a conduta.

Homens também podem ter esse efeito?

Sim. Nos homens, o quadro mais comum é a balanite, inflamação da glande com vermelhidão, ardor e, às vezes, secreção sob o prepúcio. O risco é menor que nas mulheres e parece maior em homens não circuncidados. Não é sinal de falta de higiene nem de transmissão sexual. Retrair o prepúcio e secar bem a região ajudam a prevenir.

Ter candidíase significa que meu diabetes está descontrolado?

Não necessariamente. A gliflozina coloca glicose na urina mesmo quando o diabetes está bem controlado, porque esse é o mecanismo do remédio. O controle se avalia por glicemia e hemoglobina glicada. A candidíase merece investigação, mas não funciona como teste de controle nem como julgamento sobre sua alimentação.

Trocar a dapagliflozina pela empagliflozina resolve?

Em geral, não. O risco de candidíase é um efeito de toda a classe dos inibidores de SGLT2, e grandes estudos não mostraram diferença relevante entre as gliflozinas. Se as infecções forem frequentes ou graves apesar do tratamento e da prevenção, a conversa é sobre ajustar a estratégia ou trocar para outra classe de remédio, decisão que deve ser individualizada.

Posso tomar antifúngico continuamente para prevenir?

Não por conta própria. Esquemas preventivos podem ser indicados em casos selecionados de candidíase recorrente, após confirmar o diagnóstico e identificar o fungo. Os antifúngicos têm interações, como o aumento do risco de hipoglicemia com algumas sulfonilureias, além de contraindicações. Leve a lista de produtos que já usou para uma decisão segura com seu médico.

Quando procurar um endocrinologista ou atendimento urgente?

Procure seu médico quando os sintomas surgirem, persistirem ou voltarem após o tratamento, e um endocrinologista se houver episódios repetidos ou dúvida sobre manter o remédio. Dor genital forte, inchaço ou vermelhidão que avançam rápido, febre e mal-estar importante exigem pronto-atendimento. Nesses casos, não espere a consulta agendada.

Cuide da sua saúde com orientação individual

Se você usa dapagliflozina ou empagliflozina e está tendo infecções genitais, ou se tem dúvidas sobre manter o tratamento, posso ajudar a avaliar o seu caso. Atendo como endocrinologista especialista em diabetes no Instituto Aster, no Campo Belo, e no Hospital Israelita Albert Einstein, em Perdizes, em São Paulo.

Agende sua consulta presencial ou, se preferir, faça seu atendimento por telemedicina.


Este artigo foi escrito pelo Dr. Rodrigo Bomeny, endocrinologista e metabologista formado pela Faculdade de Medicina da USP, com residência no Hospital das Clínicas da USP e aproximadamente 20 anos de experiência clínica em diabetes, obesidade e doenças metabólicas. CRM-SP 129869 | RQE 60562.

Conteúdo educativo atualizado em 8 de outubro de 2026. Não substitui avaliação individual.

Referências

  1. Gorgojo-Martínez JJ, Górriz JL, Cebrián-Cuenca A, Castro Conde A, Velasco Arribas M. Clinical Recommendations for Managing Genitourinary Adverse Effects in Patients Treated with SGLT-2 Inhibitors: A Multidisciplinary Expert Consensus. J Clin Med. 2024;13(21):6509.
  2. Dave CV, Schneeweiss S, Patorno E. Comparative risk of genital infections associated with sodium-glucose co-transporter-2 inhibitors. Diabetes Obes Metab. 2019.
  3. Thong KY, Yadagiri M, Barnes DJ, et al. Clinical risk factors predicting genital fungal infections with sodium-glucose cotransporter 2 inhibitor treatment: the ABCD nationwide dapagliflozin audit. Prim Care Diabetes. 2018.
  4. Bersoff-Matcha SJ, Chamberlain C, Cao C, Kortepeter C, Chong WH. Fournier Gangrene Associated With Sodium-Glucose Cotransporter-2 Inhibitors: A Review of Spontaneous Postmarketing Cases. Ann Intern Med. 2019.
  5. U.S. Food and Drug Administration. Drug Safety Communication: FDA warns about rare occurrences of a serious infection of the genital area with SGLT2 inhibitors for diabetes. Agosto de 2018.
  6. The EMPA-KIDNEY Collaborative Group, Herrington WG, Staplin N, et al. Empagliflozin in Patients with Chronic Kidney Disease. N Engl J Med. 2023.
  7. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 9. Pharmacologic Approaches to Glycemic Treatment: Standards of Care in Diabetes—2026. Diabetes Care. 2026.
  8. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 4. Comprehensive Medical Evaluation and Assessment of Comorbidities: Standards of Care in Diabetes—2026. Diabetes Care. 2026.
  9. de Boer IH, Khunti K, Sadusky T, et al. Diabetes Management in Chronic Kidney Disease: A Consensus Report by the American Diabetes Association (ADA) and Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO). Diabetes Care. 2022.
  10. Workowski KA, Bachmann LH, Chan PA, et al. Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021. MMWR Recomm Rep. 2021;70(4).

Agende sua consulta com endocrinologista especialista em diabete e obesidade e recupere sua saúde hormonal.