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Diabetes: Entenda os tipos e como diagnosticar

Descubra os tipos de diabetes, os principais sintomas e os exames que confirmam o diagnóstico.

O diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo e vem crescendo de forma significativa nos últimos anos. Apesar de ser amplamente conhecida, ainda gera muitas dúvidas sobre suas causas, tipos, formas de diagnóstico e riscos à saúde.

Se você está pesquisando sobre a condição porque tem suspeitas, histórico familiar ou recebeu um exame alterado, este conteúdo vai ajudar a entender melhor o que é o diabetes, quais são os tipos e como é feito o diagnóstico.

Índice

  1. O que é diabetes e como ela afeta o organismo; 
  2. Tipos de diabetes e diferenças; 
  3. Fatores de risco para diabetes;
  4. Sintomas mais comuns do diabetes;
  5. Como é feito o diagnóstico do diabetes;
  6. Exames utilizados para confirmar diabetes; 
  7. Perguntas frequentes sobre diabetes;
  8. Quando procurar ajuda médica.

Continue a leitura para esclarecer suas dúvidas e entender os próximos passos.

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O que é diabetes e como ela afeta o organismo

O diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Isso acontece porque o corpo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de maneira eficiente por causa da resistência à insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite que a glicose entre nas células e seja usada como fonte de energia. Quando esse processo falha, o açúcar permanece circulando no sangue, provocando a hiperglicemia.

Com o tempo, níveis elevados de glicose podem afetar vasos sanguíneos, nervos, rins, olhos e coração. Por isso, o diagnóstico precoce do diabetes é essencial para evitar complicações.

Tipos de diabetes: entenda as diferenças

Existem diferentes tipos de diabetes, cada um com causas e características específicas.

Diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

É mais comum na infância e adolescência, mas pode surgir em qualquer idade. Nesse caso, o tratamento envolve o uso diário de insulina, além de mudanças no estilo de vida.

Diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença, correspondendo a cerca de 90 a 95% de todos os casos de diabetes diagnosticados. O diabetes tipo 2, está associado, principalmente, à resistência à insulina e à produção insuficiente do hormônio ao longo do tempo.

Geralmente se desenvolve de forma gradual e está relacionada a fatores como:

  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Histórico familiar;
  • Alimentação rica em açúcar e ultraprocessados. 

Muitas pessoas convivem com o diabetes tipo 2 por anos antes de receber o diagnóstico.

Diabetes gestacional

O diabetes gestacional surge durante a gravidez e, na maioria dos casos, desaparece após o parto. No entanto, mulheres que tiveram essa condição apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. 

O acompanhamento pós-parto, com exames glicêmicos periódicos, alimentação balanceada e exercícios físicos, é fundamental para prevenir essa progressão e proteger a saúde da mãe e do bebê.

Diabetes tipo LADA

O diabetes tipo LADA é uma forma de diabetes autoimune que aparece na vida adulta. No início, pode parecer diabetes tipo 2, porque a evolução é mais lenta e ainda há alguma produção de insulina. Por isso, muitas vezes é diagnosticado de forma incorreta.

Com o tempo, porém, a necessidade de insulina se torna inevitável. Identificar o LADA corretamente é essencial para indicar o tratamento mais adequado desde o começo.

Outros tipos específicos de diabetes

Existem formas menos comuns, como o diabetes relacionada a doenças pancreáticas, alterações genéticas ou uso de determinados medicamentos.

Fatores de risco para o diabetes

Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver diabetes, especialmente o tipo 2:

  • Histórico familiar da doença;
  • Excesso de peso;
  • Idade acima de 45 anos;
  • Hipertensão;
  • Colesterol elevado;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Sedentarismo. 
  • Aumento da Circunferência Abdominal
  • Gordura no Fígado

Mesmo pessoas sem esses fatores podem desenvolver o diabetes. Por isso, é importante realizar exames periódicos.

Sintomas mais comuns do diabetes

Nem sempre o diabetes apresenta sintomas evidentes no início. Quando aparecem, os sinais mais frequentes do diabetes, incluem:

  • Sede excessiva;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Fome constante;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Cansaço frequente;
  • Visão embaçada;
  • Infecções recorrentes;
  • Dificuldade na cicatrização.

Em alguns casos, principalmente no diabetes tipo 2, a doença é descoberta apenas por meio de exames de rotina.

Como é feito o diagnóstico do diabetes

O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames laboratoriais simples, que avaliam os níveis de glicose no sangue.

Os principais exames são:

Glicemia de jejum

Mede a taxa de açúcar no sangue após jejum de pelo menos 8 horas.

  • Normal: abaixo de 100 mg/dL
  • Pré-diabetes: entre 100 e 125 mg/dL
  • Diabetes: igual ou superior a 126 mg/dL (em duas medições)

Hemoglobina glicada

Avalia a média da glicose nos últimos três meses.

  • Normal: abaixo de 5,7%
  • Pré-diabetes: entre 5,7% e 6,4%
  • Diabetes: 6,5% ou mais

Teste oral de tolerância à glicose

Primeiro, é realizada a coleta de sangue em jejum para medir a glicose basal. Em seguida, o paciente ingere uma solução com concentração padronizada de glicose e, após uma e duas horas, é feita uma nova coleta para avaliar como o organismo processou esse açúcar.

  • Diabetes: resultado igual ou superior a 209 mg/dL com 1 hora e 200 mg/dL em 2 horas

O médico também considera sintomas e histórico do paciente para fechar o diagnóstico de diabetes.

Pré-diabetes: um sinal de alerta importante

O pré-diabetes é uma condição intermediária em que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não configuram diabetes.

Essa fase é uma oportunidade para mudança de hábitos, como:

  • Ajuste alimentar;
  • Prática regular de atividade física;
  • Redução de peso;
  • Acompanhamento médico. 

Intervenções precoces podem evitar ou retardar a progressão paro diabetes tipo 2. Em muitos casos é possível colocar a doença em remissão.

Complicações do diabetes quando não tratada

Sem controle adequado, o diabetes pode causar complicações como:

  • Problemas cardiovasculares;
  • Doença renal;
  • Alterações na visão;
  • Neuropatia (lesões nos nervos);
  • Problemas circulatórios.

Por isso, quanto antes houver diagnóstico e acompanhamento, menores são os riscos.

Perguntas frequentes sobre diabetes

1. Diabetes tem tratamento?

O diabetes tipo 1 não possui cura, porém pode ser controlado com aplicação diária de insulina, ajuste da alimentação e acompanhamento médico regular. Já o diabetes tipo 2 pode entrar em remissão quando há mudanças consistentes no estilo de vida, como o uso da dieta Low Carb, prática de atividade física e controle do peso.

2. Quem está acima do peso sempre desenvolve diabetes?

Não. O excesso de peso é um fator de risco importante, mas não determina que a pessoa terá diabetes. Outros fatores também influenciam, como predisposição genética, sedentarismo e hábitos alimentares. Inclusive, indivíduos com peso considerado adequado podem desenvolver a doença, especialmente quando há histórico familiar.

3. Diabetes causa sintomas logo no início?

Nem sempre. O diabetes tipo 2 costuma evoluir de forma silenciosa e pode permanecer sem sintomas por vários anos. Quando surgem sinais, eles podem incluir aumento da sede, vontade frequente de urinar, cansaço e perda de peso. Por isso, exames periódicos são fundamentais.

4. Pré-diabetes significa que já tenho diabetes?

Não. O pré-diabetes indica que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não configuram diabetes. Essa condição representa um alerta e um risco aumentado para desenvolver a doença, porém pode ser revertida com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado.

5. Crianças podem ter diabetes?

Sim. O diabetes tipo 1 é mais comum na infância e na adolescência, pois está relacionado a um processo autoimune que afeta a produção de insulina. No entanto, o diabetes tipo 2 também pode ocorrer em crianças, principalmente quando há excesso de peso e sedentarismo.

6. Exame de sangue comum detecta diabetes?

Sim. A glicemia de jejum é um exame simples que pode indicar alterações nos níveis de açúcar no sangue. Dependendo do resultado, o médico pode solicitar outros testes, como hemoglobina glicada ou teste de tolerância à glicose, para confirmar o diagnóstico.

7. Histórico familiar aumenta o risco de diabetes?

Sim. Ter pais ou irmãos com diabetes aumenta a probabilidade de desenvolver a doença, pois existe influência genética envolvida. Contudo, fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e excesso de peso também contribuem significativamente para o risco ao longo da vida.

Quando procurar ajuda para investigar diabetes? 

Se você apresenta sintomas, possui fatores de risco ou recebeu um exame alterado, o ideal é procurar avaliação médica o quanto antes.

A investigação adequada permite confirmar ou descartar o diabetes, identificar o tipo e iniciar o acompanhamento correto.

O endocrinologista é o especialista indicado para diagnosticar e orientar o tratamento, considerando suas características individuais, rotina e histórico de saúde.

dê o próximo passo

Conclusão

O diabetes é uma condição séria, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.

Se você suspeita da doença ou recebeu um resultado alterado, não adie a avaliação. Agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Bomeny, endocrinologista especialista em diabetes, para realizar uma investigação completa e receber orientação personalizada.

Cuidar da sua saúde hoje faz toda a diferença no seu futuro.

Agende sua consulta com endocrinologista especialista em diabete e obesidade e recupere sua saúde hormonal.