Diabetes: Entenda os tipos e como diagnosticar
Descubra os tipos de diabetes, os principais sintomas e os exames que confirmam o diagnóstico.
O diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo e vem crescendo de forma significativa nos últimos anos. Apesar de ser amplamente conhecida, ainda gera muitas dúvidas sobre suas causas, tipos, formas de diagnóstico e riscos à saúde.
Se você está pesquisando sobre a condição porque tem suspeitas, histórico familiar ou recebeu um exame alterado, este conteúdo vai ajudar a entender melhor o que é o diabetes, quais são os tipos e como é feito o diagnóstico.
Índice
- O que é diabetes e como ela afeta o organismo;
- Tipos de diabetes e diferenças;
- Fatores de risco para diabetes;
- Sintomas mais comuns do diabetes;
- Como é feito o diagnóstico do diabetes;
- Exames utilizados para confirmar diabetes;
- Perguntas frequentes sobre diabetes;
- Quando procurar ajuda médica.
Continue a leitura para esclarecer suas dúvidas e entender os próximos passos.
O que é diabetes e como ela afeta o organismo
O diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Isso acontece porque o corpo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de maneira eficiente por causa da resistência à insulina.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite que a glicose entre nas células e seja usada como fonte de energia. Quando esse processo falha, o açúcar permanece circulando no sangue, provocando a hiperglicemia.
Com o tempo, níveis elevados de glicose podem afetar vasos sanguíneos, nervos, rins, olhos e coração. Por isso, o diagnóstico precoce do diabetes é essencial para evitar complicações.
Tipos de diabetes: entenda as diferenças
Existem diferentes tipos de diabetes, cada um com causas e características específicas.
Diabetes tipo 1
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.
É mais comum na infância e adolescência, mas pode surgir em qualquer idade. Nesse caso, o tratamento envolve o uso diário de insulina, além de mudanças no estilo de vida.
Diabetes tipo 2
O diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença, correspondendo a cerca de 90 a 95% de todos os casos de diabetes diagnosticados. O diabetes tipo 2, está associado, principalmente, à resistência à insulina e à produção insuficiente do hormônio ao longo do tempo.
Geralmente se desenvolve de forma gradual e está relacionada a fatores como:
- Sobrepeso ou obesidade;
- Sedentarismo;
- Histórico familiar;
- Alimentação rica em açúcar e ultraprocessados.
Muitas pessoas convivem com o diabetes tipo 2 por anos antes de receber o diagnóstico.
Diabetes gestacional
O diabetes gestacional surge durante a gravidez e, na maioria dos casos, desaparece após o parto. No entanto, mulheres que tiveram essa condição apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
O acompanhamento pós-parto, com exames glicêmicos periódicos, alimentação balanceada e exercícios físicos, é fundamental para prevenir essa progressão e proteger a saúde da mãe e do bebê.
Diabetes tipo LADA
O diabetes tipo LADA é uma forma de diabetes autoimune que aparece na vida adulta. No início, pode parecer diabetes tipo 2, porque a evolução é mais lenta e ainda há alguma produção de insulina. Por isso, muitas vezes é diagnosticado de forma incorreta.
Com o tempo, porém, a necessidade de insulina se torna inevitável. Identificar o LADA corretamente é essencial para indicar o tratamento mais adequado desde o começo.
Outros tipos específicos de diabetes
Existem formas menos comuns, como o diabetes relacionada a doenças pancreáticas, alterações genéticas ou uso de determinados medicamentos.
Fatores de risco para o diabetes
Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver diabetes, especialmente o tipo 2:
- Histórico familiar da doença;
- Excesso de peso;
- Idade acima de 45 anos;
- Hipertensão;
- Colesterol elevado;
- Síndrome dos ovários policísticos;
- Sedentarismo.
- Aumento da Circunferência Abdominal
- Gordura no Fígado
Mesmo pessoas sem esses fatores podem desenvolver o diabetes. Por isso, é importante realizar exames periódicos.
Sintomas mais comuns do diabetes
Nem sempre o diabetes apresenta sintomas evidentes no início. Quando aparecem, os sinais mais frequentes do diabetes, incluem:
- Sede excessiva;
- Aumento da frequência urinária;
- Fome constante;
- Perda de peso sem explicação;
- Cansaço frequente;
- Visão embaçada;
- Infecções recorrentes;
- Dificuldade na cicatrização.
Em alguns casos, principalmente no diabetes tipo 2, a doença é descoberta apenas por meio de exames de rotina.
Como é feito o diagnóstico do diabetes
O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames laboratoriais simples, que avaliam os níveis de glicose no sangue.
Os principais exames são:
Glicemia de jejum
Mede a taxa de açúcar no sangue após jejum de pelo menos 8 horas.
- Normal: abaixo de 100 mg/dL
- Pré-diabetes: entre 100 e 125 mg/dL
- Diabetes: igual ou superior a 126 mg/dL (em duas medições)
Hemoglobina glicada
Avalia a média da glicose nos últimos três meses.
- Normal: abaixo de 5,7%
- Pré-diabetes: entre 5,7% e 6,4%
- Diabetes: 6,5% ou mais
Teste oral de tolerância à glicose
Primeiro, é realizada a coleta de sangue em jejum para medir a glicose basal. Em seguida, o paciente ingere uma solução com concentração padronizada de glicose e, após uma e duas horas, é feita uma nova coleta para avaliar como o organismo processou esse açúcar.
- Diabetes: resultado igual ou superior a 209 mg/dL com 1 hora e 200 mg/dL em 2 horas
O médico também considera sintomas e histórico do paciente para fechar o diagnóstico de diabetes.
Pré-diabetes: um sinal de alerta importante
O pré-diabetes é uma condição intermediária em que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não configuram diabetes.
Essa fase é uma oportunidade para mudança de hábitos, como:
- Ajuste alimentar;
- Prática regular de atividade física;
- Redução de peso;
- Acompanhamento médico.
Intervenções precoces podem evitar ou retardar a progressão paro diabetes tipo 2. Em muitos casos é possível colocar a doença em remissão.
Complicações do diabetes quando não tratada
Sem controle adequado, o diabetes pode causar complicações como:
- Problemas cardiovasculares;
- Doença renal;
- Alterações na visão;
- Neuropatia (lesões nos nervos);
- Problemas circulatórios.
Por isso, quanto antes houver diagnóstico e acompanhamento, menores são os riscos.
Perguntas frequentes sobre diabetes
1. Diabetes tem tratamento?
O diabetes tipo 1 não possui cura, porém pode ser controlado com aplicação diária de insulina, ajuste da alimentação e acompanhamento médico regular. Já o diabetes tipo 2 pode entrar em remissão quando há mudanças consistentes no estilo de vida, como o uso da dieta Low Carb, prática de atividade física e controle do peso.
2. Quem está acima do peso sempre desenvolve diabetes?
Não. O excesso de peso é um fator de risco importante, mas não determina que a pessoa terá diabetes. Outros fatores também influenciam, como predisposição genética, sedentarismo e hábitos alimentares. Inclusive, indivíduos com peso considerado adequado podem desenvolver a doença, especialmente quando há histórico familiar.
3. Diabetes causa sintomas logo no início?
Nem sempre. O diabetes tipo 2 costuma evoluir de forma silenciosa e pode permanecer sem sintomas por vários anos. Quando surgem sinais, eles podem incluir aumento da sede, vontade frequente de urinar, cansaço e perda de peso. Por isso, exames periódicos são fundamentais.
4. Pré-diabetes significa que já tenho diabetes?
Não. O pré-diabetes indica que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não configuram diabetes. Essa condição representa um alerta e um risco aumentado para desenvolver a doença, porém pode ser revertida com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado.
5. Crianças podem ter diabetes?
Sim. O diabetes tipo 1 é mais comum na infância e na adolescência, pois está relacionado a um processo autoimune que afeta a produção de insulina. No entanto, o diabetes tipo 2 também pode ocorrer em crianças, principalmente quando há excesso de peso e sedentarismo.
6. Exame de sangue comum detecta diabetes?
Sim. A glicemia de jejum é um exame simples que pode indicar alterações nos níveis de açúcar no sangue. Dependendo do resultado, o médico pode solicitar outros testes, como hemoglobina glicada ou teste de tolerância à glicose, para confirmar o diagnóstico.
7. Histórico familiar aumenta o risco de diabetes?
Sim. Ter pais ou irmãos com diabetes aumenta a probabilidade de desenvolver a doença, pois existe influência genética envolvida. Contudo, fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e excesso de peso também contribuem significativamente para o risco ao longo da vida.
Quando procurar ajuda para investigar diabetes?
Se você apresenta sintomas, possui fatores de risco ou recebeu um exame alterado, o ideal é procurar avaliação médica o quanto antes.
A investigação adequada permite confirmar ou descartar o diabetes, identificar o tipo e iniciar o acompanhamento correto.
O endocrinologista é o especialista indicado para diagnosticar e orientar o tratamento, considerando suas características individuais, rotina e histórico de saúde.
Conclusão
O diabetes é uma condição séria, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.
Se você suspeita da doença ou recebeu um resultado alterado, não adie a avaliação. Agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Bomeny, endocrinologista especialista em diabetes, para realizar uma investigação completa e receber orientação personalizada.
Cuidar da sua saúde hoje faz toda a diferença no seu futuro.


