O que é e qual a importância da insulina?
Atualizado em setembro de 2025
A insulina é um hormônio essencial para a vida, produzido pelo pâncreas, e atua como a “chave” que permite a entrada da glicose (açúcar) dentro das células. Sem ela, a energia não chega onde deveria e o açúcar se acumula no sangue, causando a hiperglicemia. Essa alteração é um dos principais mecanismos envolvidos no desenvolvimento do diabetes.
O que é a insulina e como funciona?
Hormônios são substâncias produzidas por glândulas que funcionam como mensageiros químicos. A insulina é o único hormônio capaz de reduzir a glicose no sangue. Ela se liga a receptores nas células e libera uma sequência de reações que permitem que a glicose seja utilizada como combustível.
De forma simples: sem insulina ou quando ela não funciona bem, a glicose não entra na célula e sobra no sangue.
Ações da insulina nos tecidos
- No músculo: facilita a entrada de glicose e aminoácidos, promove crescimento e recuperação muscular.
- No tecido adiposo (gordura): estimula o armazenamento de energia e dificulta a quebra de gordura.
- No fígado: reduz a produção de glicose, ajudando no controle da glicemia em jejum.
Insulina, emagrecimento e metabolismo
A insulina é considerada um hormônio anabólico, porque favorece o armazenamento de energia. Por isso, quando está constantemente elevada, dificulta o uso da gordura corporal como combustível.
No entanto, a relação entre insulina e emagrecimento não é tão simples:
- A insulina também promove saciedade no cérebro.
- Alimentos ricos em proteína, que estimulam a insulina, podem facilitar o emagrecimento.
- Estudos mostram que o déficit calórico continua sendo fundamental para perder peso, mas a qualidade da dieta influencia qual combustível o corpo utiliza (glicose ou gordura).
Insulina e diabetes
Diabetes tipo 1
É uma doença autoimune em que há destruição das células do pâncreas que produzem insulina. O paciente fica com deficiência absoluta desse hormônio e precisa de aplicação externa de insulina para sobreviver.
Diabetes tipo 2
Ocorre quando existe resistência à ação da insulina. Nesse cenário, o corpo até produz insulina (muitas vezes em excesso), mas as células não respondem adequadamente, resultando em hiperglicemia crônica.
O perigo da hiperinsulinemia
O excesso de insulina circulando no sangue — comum em fases iniciais do diabetes tipo 2 e na síndrome metabólica — está relacionado a:
- Doenças cardiovasculares (infarto e AVC)
- Doenças neurodegenerativas (como Alzheimer)
- Câncer
- Obesidade e inflamação crônica
Mensagem prática
Entender a importância da insulina vai além do diabetes. Esse hormônio regula a energia do corpo, influencia o peso e está relacionado a diversas doenças crônicas. Por isso, não basta apenas normalizar a glicose: é preciso também corrigir a resistência à insulina por meio de mudanças de estilo de vida e, quando necessário, tratamento médico adequado.
Se você tem dúvidas sobre seu metabolismo ou controle do diabetes, procure acompanhamento com um endocrinologista. O diagnóstico precoce e o tratamento individualizado fazem toda a diferença para prevenir complicações.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
