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Transtorno de ansiedade e emagrecimento: a relação nos dois sentidos e o que fazer

Ansiedade e peso: por que a ansiedade faz comer e por que a dieta faz ficar ansioso

Resumo rápido

  • A ansiedade mexe com o peso nos dois sentidos: pode fazer comer mais, por emoção e por sono ruim, e pode tirar o apetite. O mais comum, no consultório, é o primeiro.
  • O caminho inverso também existe: dietas restritivas aumentam a ansiedade, a irritabilidade e a obsessão por comida. Restrição é combustível de ansiedade.
  • Pessoas com obesidade têm cerca de 40% mais chance de ter um transtorno de ansiedade. A relação é de mão dupla, não de culpa.
  • Ansiolíticos e antidepressivos têm efeitos diferentes sobre o peso. A maioria é neutra ou leve; alguns engordam. A troca é decisão do psiquiatra, nunca por conta própria.
  • Sintomas de ansiedade podem ser de hipertireoidismo ou de hipoglicemia. Antes de tratar como ansiedade, vale afastar o que imita ansiedade.

O Brasil tem uma das maiores taxas de transtornos de ansiedade do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 9% da população convive com esse diagnóstico, quase o triplo da média mundial. No consultório, isso aparece todos os dias, e aparece junto com a queixa de peso: "Eu como quando fico ansiosa", "Não consigo parar de beliscar", "Faço dieta uma semana e surto".

Mas a relação não é tão simples quanto "ansiedade engorda". Vejo pacientes que perdem peso quando a ansiedade aperta, porque o estômago fecha. Vejo outros que ganham dez quilos em seis meses após iniciar uma medicação para a ansiedade. E vejo muitos em que a própria dieta é o gatilho: a pessoa não estava ansiosa, começou uma restrição severa e, em três semanas, estava irritada, obcecada por comida e dormindo mal.

Neste artigo, explico os dois sentidos dessa relação, o que a ansiedade faz com a fome e o que a restrição faz com a ansiedade, o que os medicamentos usados para tratar a ansiedade fazem com o peso, e como eu conduzo o tratamento de quem precisa cuidar dos dois ao mesmo tempo.

O que Você Precisa Saber

Ansiedade e obesidade andam juntas, sem que uma seja simples causa da outra. Uma revisão de 16 estudos populacionais mostrou que pessoas com obesidade têm cerca de 40% mais chance de ter um transtorno de ansiedade. Os estudos que acompanharam pessoas ao longo do tempo mostram resultados mistos sobre quem vem primeiro. O mais provável é que os dois se reforcem.

A ansiedade muda o que, quando e como você come. Ela favorece o comer para aliviar a emoção, o beliscar o dia inteiro, as refeições rápidas e o comer noturno. Também piora o sono, e o sono curto aumenta a fome no dia seguinte. Em algumas pessoas, faz o contrário: tira o apetite e o peso cai.

Restrição alimentar gera ansiedade. Isso foi demonstrado há décadas: pessoas saudáveis submetidas a dieta muito restrita desenvolvem irritabilidade, obsessão por comida, isolamento e sintomas de ansiedade e depressão, que melhoram quando voltam a comer. Em quem já tem ansiedade, uma dieta rígida piora o quadro e costuma terminar em compulsão.

Os remédios importam, e há escolhas. Os antidepressivos usados para ansiedade variam no efeito sobre o peso. Benzodiazepínicos são em geral neutros. Alguns medicamentos usados em ansiedade, como a mirtazapina e a pregabalina, favorecem o ganho. A conversa com o psiquiatra sobre o perfil de peso faz parte do tratamento.

Da ansiedade para o peso: como ela muda a fome

A ansiedade age sobre o peso por quatro caminhos. Raramente é um só.

O comer emocional. Comer acalma de verdade. Alimentos palatáveis, com açúcar e gordura, ativam o sistema de recompensa do cérebro e reduzem a sensação de ameaça por alguns minutos. O corpo aprende rápido: ansiedade, comida, alívio. O problema é que o alívio é curto, e a culpa que vem depois alimenta mais ansiedade. Quem reconhece esse padrão pode ler sobre a diferença entre fome de verdade e vontade de comer.

O beliscar e a velocidade. A pessoa ansiosa come rápido, de pé, na frente da tela, e come o dia inteiro em pequenas quantidades que não registra. Esse padrão anula o sinal de saciedade e faz entrar uma quantidade de energia que a pessoa não percebe.

O sono. Ansiedade atrasa o início do sono, fragmenta a noite e faz acordar cansado. Noites curtas aumentam a grelina, o hormônio da fome, reduzem a leptina, o hormônio da saciedade, e aumentam a busca por alimentos calóricos no dia seguinte. Perceba que, nesse caso, a fome do dia seguinte não é emocional. É biológica, e começou na noite anterior.

O estresse crônico e o cortisol. O estresse mantido eleva um pouco o cortisol por mais tempo, o que favorece acúmulo de gordura na região abdominal e aumenta o apetite. O efeito é real, mas modesto, e a dosagem do cortisol costuma ser normal. A síndrome de Cushing, que é o excesso verdadeiro desse hormônio, é rara e não é o que acontece em quem está ansioso. Escrevi sobre esse e outros mecanismos em como a saúde mental interfere no emagrecimento.

Definição rápida
Comer emocional

comer em resposta a uma emoção, como ansiedade, tédio ou tristeza, e não à fome física. É um comportamento comum, que se torna problema quando é a principal forma de lidar com as emoções e passa a influenciar o peso.

Há também o caminho oposto, menos frequente mas importante: em algumas pessoas, a ansiedade intensa fecha o estômago, causa náusea, e o peso cai. Quando isso acontece sem explicação clara, não assumo que é "só ansiedade". Investigo.

Do peso para a ansiedade: como a dieta cria o problema

Essa é a direção que a maioria das pessoas não conhece, e que eu considero a mais importante de explicar.

Nos anos 1940, um estudo clássico na Universidade de Minnesota submeteu homens jovens e saudáveis a seis meses de restrição alimentar severa, com cerca de metade das calorias habituais. O que aconteceu foi muito além do emagrecimento: os participantes desenvolveram obsessão por comida, irritabilidade, ansiedade, sintomas depressivos, isolamento social e perda de interesse por tudo que não fosse comer. Alguns tiveram episódios de compulsão quando a comida foi liberada. Eles não tinham transtorno nenhum antes. A restrição criou os sintomas.

Veja que isso é o que acontece, em escala menor, com quem começa uma dieta muito rígida. O corpo não distingue dieta de escassez. Ele responde com fome, alerta e obsessão. Costumo usar a analogia da geladeira: se você esvazia o estoque de uma vez, o corpo entra em modo de busca, e a busca vem com ansiedade. Em quem já tem um transtorno de ansiedade, a dieta restritiva é como aumentar o volume de um alarme que já estava tocando.

Há ainda o componente das regras. "Não posso comer isso" transforma o alimento em obsessão e cada exceção em fracasso. Quem é ansioso e perfeccionista, uma combinação muito comum, sofre em dobro com esse tipo de plano. E a sequência termina quase sempre no mesmo lugar: a compulsão alimentar e a culpa.

A relação entre transtorno de ansiedade e peso é bidirecional. A ansiedade favorece o ganho de peso pelo comer emocional, pelo beliscar, pelo sono ruim e, em menor grau, pelo cortisol. No sentido inverso, dietas muito restritivas aumentam ansiedade, irritabilidade e obsessão por comida, mesmo em pessoas sem transtorno prévio, e em quem já tem ansiedade costumam terminar em compulsão. Por isso, o tratamento conjunto evita restrições severas e prioriza regularidade, proteína e sono.

Por isso, em quem tem ansiedade, não começo pela restrição. Começo pela regularidade.

O que imita ansiedade: antes de tratar, afastar

Alguns quadros endócrinos produzem sintomas idênticos aos da ansiedade, e vejo com frequência pacientes tratados por anos como ansiosos que tinham outra coisa.

Hipertireoidismo. Excesso de hormônio da tireoide causa palpitação, tremor, suor, insônia, irritabilidade, inquietação e perda de peso apesar de comer mais. Um TSH baixo com T4 livre alto fecha o diagnóstico. Em quem tem ansiedade com perda de peso, esse exame é obrigatório. Detalhei os cenários em TSH baixo com T4 normal.

Hipoglicemia. Quedas de glicose, em quem usa insulina ou certos medicamentos para diabetes, e em algumas situações sem diabetes, causam tremor, suor frio, palpitação, sensação de desmaio e fome intensa, que se confundem com crise de ansiedade. O padrão de aparecer horas após refeições ricas em carboidrato e melhorar ao comer é a pista.

Outros. Excesso de cafeína, abstinência de álcool, alguns descongestionantes e estimulantes, e doenças mais raras das adrenais também podem imitar ansiedade. Uma avaliação clínica e alguns exames simples afastam a maioria.

Definição rápida
Hipertireoidismo

produção excessiva de hormônios pela tireoide, que acelera o corpo. Causa perda de peso, palpitação, tremor, calor, insônia e ansiedade. É diagnosticado por TSH baixo com T4 livre e T3 elevados.

Ansiolíticos, antidepressivos e peso: o que cada classe faz

Esta é a conversa que muitos pacientes nunca tiveram, e que precisa ser feita sem gerar medo do tratamento.

Inibidores de recaptação de serotonina (ISRS). São a primeira linha para transtornos de ansiedade. Sertralina, escitalopram e fluoxetina são relativamente neutros no curto prazo. A paroxetina é a que mais se associa a ganho de peso. No uso prolongado, alguns ISRS podem produzir ganho modesto, em parte porque o apetite e o prazer de comer voltam quando a ansiedade melhora. Isso é sinal de melhora, não só efeito adverso, e precisa ser separado.

Duais (venlafaxina, desvenlafaxina, duloxetina). Em geral neutros ou com ganho leve no longo prazo.

Mirtazapina. Muito usada para ansiedade com insônia. É um dos antidepressivos que mais aumentam apetite e peso, com frequência nas primeiras semanas. Quando é a única opção eficaz, o peso se trabalha com estratégia ativa.

Tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina). Usados em alguns casos de ansiedade e insônia. Favorecem ganho de peso e aumento de apetite por doces.

Benzodiazepínicos (clonazepam, alprazolam, diazepam). Em geral, não alteram o peso de forma direta. O problema deles é outro: tolerância, dependência e sedação, que reduzem a energia para o exercício. São para uso curto e controlado.

Pregabalina e gabapentina. Usadas em ansiedade generalizada e dor crônica. Favorecem ganho de peso e inchaço, e esse é um efeito que os pacientes raramente ouvem antes de começar.

Buspirona e hidroxizina. Em geral neutras para o peso.

Antipsicóticos em dose baixa (quetiapina, olanzapina). Usados em alguns casos de ansiedade grave ou insônia. A quetiapina e, principalmente, a olanzapina aumentam apetite e peso, e pioram a glicose e os triglicérides. Quando são necessários, o acompanhamento metabólico é obrigatório.

Duas regras valem para todos. A primeira: nunca suspender ou trocar por conta própria. A ansiedade não tratada custa mais do que alguns quilos, e a interrupção abrupta de vários desses medicamentos causa sintomas de retirada. A segunda: avisar cedo. Quem ganha dois ou três quilos no primeiro mês de uso tende a continuar ganhando, e esse é o momento de conversar com o psiquiatra, não depois de dez quilos.

Como eu trato os dois ao mesmo tempo

Não existe equilíbrio, existe prioridade. Em quem tem ansiedade e precisa emagrecer, a minha ordem é esta:

1. O transtorno de ansiedade precisa estar em tratamento. Psicoterapia, em especial a terapia cognitivo-comportamental, é a base. Medicação quando o psiquiatra indica. Sem isso, qualquer plano de peso é construído em areia.

2. Afastar o que imita ansiedade. TSH, glicemia e uma boa conversa sobre cafeína, álcool e outros medicamentos. Leva uma consulta e evita anos de tratamento errado.

3. Regularidade antes de restrição. Três refeições e um ou dois lanches, em horários previsíveis, com proteína em todas. Nenhum alimento proibido. Uso a Relação Proteína|Energia para garantir saciedade sem criar a sensação de escassez que dispara a ansiedade. Quando a fome biológica está controlada, a pessoa consegue, pela primeira vez, perceber quando está comendo por ansiedade e não por fome.

4. Sono como tratamento. Horário regular, menos tela à noite, tratamento da insônia quando existe. O sono é o ponto em que ansiedade e peso se encontram, e melhorar um melhora o outro.

5. Movimento como ansiolítico. A atividade física reduz sintomas de ansiedade de forma consistente nos estudos, e funciona como complemento ao tratamento. A meta inicial é pequena e regular: uma caminhada diária de vinte minutos vale mais do que um plano ambicioso abandonado na segunda semana.

6. Revisar a medicação com o psiquiatra, quando o peso é o problema. Quando o ganho é claramente ligado ao remédio, converso com o colega. Muitas vezes há ajuste ou troca sem perder eficácia.

7. Tratar a obesidade de forma ativa, quando indicado. Em quem tem obesidade ou sobrepeso com doenças associadas, o tratamento medicamentoso pode entrar, incluindo semaglutida (Ozempic, Wegovy) ou tirzepatida (Mounjaro), em coordenação com a psiquiatria e com monitoramento do humor. Para muitos pacientes ansiosos, a redução do "ruído" constante de pensamento em comida que esses medicamentos produzem é um alívio em si.

Principais Pontos

1Pessoas com obesidade têm cerca de 40% mais chance de ter um transtorno de ansiedade; a relação é de mão dupla.
2A ansiedade favorece o ganho de peso pelo comer emocional, pelo beliscar, pelo sono curto e, em menor grau, pelo cortisol.
3Em algumas pessoas, a ansiedade tira o apetite. Perda de peso sem explicação exige investigação, não só rótulo de ansiedade.
4Dietas muito restritivas aumentam ansiedade, irritabilidade e obsessão por comida, mesmo em pessoas sem transtorno prévio.
5Hipertireoidismo e hipoglicemia imitam ansiedade e precisam ser afastados com exames simples.
6Paroxetina, mirtazapina, tricíclicos, pregabalina e quetiapina favorecem ganho de peso; sertralina, escitalopram, buspirona e benzodiazepínicos são em geral neutros.
7Nunca interromper medicação psiquiátrica por conta própria; a troca é decisão do psiquiatra.
8O tratamento combina psicoterapia, regularidade alimentar com proteína, sono e movimento, e, quando indicado, medicação para a obesidade.

Erros Comuns

começar uma dieta rígida num período de ansiedade
A restrição aumenta a ansiedade, a irritabilidade e a obsessão por comida, e costuma terminar em compulsão. Em quem é ansioso, a regularidade vem antes da restrição.
assumir que toda perda de peso é "nervoso"
Hipertireoidismo causa ansiedade e emagrecimento ao mesmo tempo. Um TSH resolve a dúvida em uma consulta.
parar o remédio porque engordou
A ansiedade sem tratamento custa mais do que alguns quilos, e a interrupção abrupta causa sintomas de retirada. A conversa certa é com o psiquiatra, sobre alternativas.
tratar o beliscar com força de vontade
O beliscar ansioso é um padrão automático. Ele se trata com refeições regulares que reduzem a fome biológica, com psicoterapia e com mudança do ambiente, não com autocontrole.
ignorar o sono
A ansiedade que atrasa o sono em duas horas produz a fome do dia seguinte. Tratar a insônia é tratar o peso.
usar o exercício como mais uma obrigação ansiosa
Metas altas viram mais uma fonte de ansiedade e culpa. O movimento funciona como ansiolítico quando é regular e possível, não quando é perfeito.

Perguntas Frequentes

  • Ansiedade engorda ou emagrece?

    Os dois são possíveis, mas engordar é mais comum. A ansiedade favorece o comer emocional, o beliscar, as refeições rápidas e o sono curto, que aumenta a fome no dia seguinte. Em algumas pessoas, a ansiedade intensa fecha o estômago e o peso cai. Quando a perda de peso acontece sem explicação clara, é preciso afastar hipertireoidismo e outras causas antes de atribuir tudo à ansiedade.

  • Por que eu fico ansioso quando faço dieta?

    Porque o corpo interpreta a restrição como escassez e responde com alerta, fome e obsessão por comida. Isso foi demonstrado em pessoas saudáveis submetidas a restrição severa: desenvolveram irritabilidade, ansiedade e pensamento constante em comida, que melhoraram ao voltar a comer. Em quem já tem ansiedade, a dieta rígida amplifica o quadro. Planos com regularidade e proteína, sem alimentos proibidos, evitam isso.

  • Remédio para ansiedade engorda?

    Depende do remédio. Sertralina, escitalopram, buspirona e os benzodiazepínicos são em geral neutros. Paroxetina, mirtazapina, tricíclicos como a amitriptilina, pregabalina e antipsicóticos como a quetiapina favorecem ganho de peso. Parte do ganho, em quem melhora da ansiedade, é retorno do apetite normal. Converse com o psiquiatra sobre o perfil de peso ao escolher ou ajustar a medicação.

  • Clonazepam engorda?

    Em geral, não de forma direta. Os benzodiazepínicos, como o clonazepam, não aumentam o apetite como alguns antidepressivos. O que podem causar é sedação e redução da energia para o exercício, além de tolerância e dependência com uso prolongado. Por isso, são indicados para períodos curtos e sob controle, enquanto o tratamento de base da ansiedade faz efeito.

  • Como diferenciar fome de ansiedade?

    A fome física vem aos poucos, aceita vários tipos de alimento e passa ao comer. A vontade por ansiedade vem de repente, pede um alimento específico, em geral doce ou salgado crocante, aparece em momentos de tensão e não passa com a refeição, porque não era fome. Com refeições regulares e proteína suficiente, a fome biológica fica controlada, e a diferença fica mais fácil de perceber.

  • Hipertireoidismo pode ser confundido com ansiedade?

    Sim, e isso acontece com frequência. O excesso de hormônio da tireoide causa palpitação, tremor, suor, insônia, irritabilidade e perda de peso, o mesmo quadro de um transtorno de ansiedade. A diferença está nos exames: TSH baixo com T4 livre elevado indica hipertireoidismo. Em quem tem sintomas de ansiedade com perda de peso ou palpitação, esse exame deve ser feito antes de iniciar tratamento psiquiátrico.

  • Posso usar Ozempic ou Mounjaro se tenho transtorno de ansiedade?

    Em geral, sim, quando há indicação pela obesidade ou pelo sobrepeso com doenças associadas, e com acompanhamento. As agências reguladoras não encontraram relação causal entre esses medicamentos e alterações de humor. Em quem tem histórico psiquiátrico, o humor é monitorado e a comunicação com o psiquiatra é mantida. A indicação é o peso, não a ansiedade.

  • Exercício ajuda na ansiedade?

    Sim, de forma consistente nos estudos. A atividade física regular reduz sintomas de ansiedade e funciona como complemento à psicoterapia e à medicação. O ponto é a meta: em quem está ansioso, metas altas viram mais uma obrigação e mais uma fonte de culpa. Uma caminhada de vinte minutos por dia, mantida, tem mais efeito do que um plano intenso abandonado.

  • Preciso tratar a ansiedade antes de emagrecer?

    Não antes, mas ao mesmo tempo. Esperar "resolver a cabeça" para cuidar do peso perde tempo, e tentar emagrecer com a ansiedade sem tratamento costuma falhar. O que funciona é a abordagem conjunta: psicoterapia e medicação pela psiquiatria, e, em paralelo, um plano alimentar regular e sem restrição severa, sono, movimento e, quando indicado, tratamento da obesidade pelo endocrinologista.

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Dr. Rodrigo Bomeny
Escrito pelo Dr. Rodrigo Bomeny
Endocrinologista e metabologista · FMUSP / HC-USP · ~20 anos de prática clínica
CRM-SP 129869 · RQE 60562 · Conteúdo educativo atualizado em 19 de outubro de 2026. Não substitui avaliação individual.
Referências
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  4. Serretti A, Mandelli L. Antidepressants and body weight: a comprehensive review and meta-analysis. J Clin Psychiatry. 2010;71(10):1259-1272. doi:10.4088/JCP.09r05346blu.
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  8. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Diretrizes Brasileiras de Obesidade. Edição atual.
  9. Associação Brasileira de Psiquiatria. Diretrizes para o tratamento dos transtornos de ansiedade. Edição atual.

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O que os pacientes dizem

Ênio OPINIÃO VERIFICADA

07/10/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo por testosterona baixa, cansaço e redução da libido. Após a investigação e o tratamento, percebi uma melhora importante na disposição, libido e bem-estar. Também gostei porque ele não tratou apenas um número no exame, mas avaliou o quadro como um todo.

Fonte: doctoralia.com.br

Cida OPINIÃO VERIFICADA

01/10/2026

★★★★★

Cheguei à consulta com muitos sintomas da menopausa e bastante insegurança sobre reposição hormonal. Com o tratamento, meu sono melhorou, as ondas de calor diminuíram e voltei a ter mais disposição no dia a dia. Gostei muito da forma como tudo foi explicado.

Fonte: doctoralia.com.br

Janice OPINIÃO VERIFICADA

30/09/2026

★★★★★

Procurei atendimento por causa dos sintomas da menopausa, principalmente ondas de calor, sono ruim e falta de disposição. Depois do tratamento, tive uma melhora muito significativa desses sintomas. O Dr. Rodrigo explicou com bastante cuidado os benefícios, riscos e acompanhamento da reposição hormonal.

Fonte: doctoralia.com.br

Michelle Garcia OPINIÃO VERIFICADA

28/09/2026

★★★★★

Tenho diabetes há alguns anos e nunca tinha entendido tão bem meus exames. Depois de iniciar o acompanhamento, meus resultados melhoraram bastante e consegui organizar melhor minha alimentação e medicações. Além dos números, também percebi melhora no cansaço e na disposição.

Fonte: doctoralia.com.br

Manuel OPINIÃO VERIFICADA

26/09/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo para tratar meu diabetes tipo 2 e tive uma ótima evolução. Minha glicemia e hemoglobina glicada melhoraram, consegui perder peso e hoje me sinto com mais disposição. Gostei muito porque ele explicou o tratamento de forma clara e acompanhou cada etapa.

Fonte: doctoralia.com.br

Rosana Pimentel OPINIÃO VERIFICADA

20/09/2026

★★★★★

Estou tendo uma ótima experiência no tratamento do diabetes tipo 2. As consultas são detalhadas, as orientações são claras e o acompanhamento é feito de maneira cuidadosa. Recomendo pela competência, atenção e forma respeitosa de tratar o paciente.

Fonte: doctoralia.com.br

Lisa OPINIÃO VERIFICADA

15/09/2026

★★★★★

Médico muito humano e paciente. Escutou minhas dificuldades, analisou meus exames detalhadamente e não teve pressa durante a consulta. Senti que minhas dúvidas foram realmente levadas em consideração.

Fonte: doctoralia.com.br

Ervino Almeida OPINIÃO VERIFICADA

13/09/2026

★★★★★

Cheguei à consulta desanimado com o diabetes, mas saí me sentindo muito mais motivado. O Dr. Rodrigo explicou que existem várias formas de melhorar o controle da doença e apresentou um plano bem organizado. Isso me deu esperança e confiança no tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Ilacir OPINIÃO VERIFICADA

08/09/2026

★★★★★

Recebi orientações práticas e possíveis de seguir, sem dietas impossíveis ou cobranças exageradas. Aos poucos, consegui melhorar minha alimentação e minha atividade física. O Dr. Rodrigo tem uma abordagem realista e respeitosa.

Fonte: doctoralia.com.br

Ro OPINIÃO VERIFICADA

31/08/2026

★★★★★

O que mais gostei foi que ele não olhou apenas para a glicose. Também avaliou meu peso, pressão, colesterol, sono, alimentação e risco cardiovascular. Foi uma consulta muito completa e um tratamento realmente voltado para a saúde como um todo.

Fonte: doctoralia.com.br

Renato Antunes OPINIÃO VERIFICADA

26/08/2026

★★★★★

O Dr. Rodrigo transmite muita segurança e demonstra grande conhecimento sobre diabetes tipo 2. Explicou os benefícios e os possíveis efeitos colaterais das medicações, além de responder todas as minhas dúvidas com calma.

Fonte: doctoralia.com.br

Jelson Lino OPINIÃO VERIFICADA

22/08/2026

★★★★★

Estou muito satisfeito com o acompanhamento. Minha glicemia e minha hemoglobina glicada melhoraram bastante, e hoje entendo melhor como controlar o diabetes no dia a dia. O Dr. Rodrigo acompanha os resultados com cuidado e explica cada mudança no tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Renildo dos santos OPINIÃO VERIFICADA

18/08/2026

★★★★★

Excelente médico. Durante a consulta, ouviu tudo com muita atenção e sem julgamentos. O tratamento do diabetes pode ser cansativo, mas me senti acolhido e mais confiante para cuidar da minha saúde.

Fonte: doctoralia.com.br

Viviane OPINIÃO VERIFICADA

09/08/2026

★★★★★

Gostei muito do fato de o tratamento ter sido pensado de acordo com a minha rotina e as minhas dificuldades. Não recebi apenas uma orientação genérica. O Dr. Rodrigo procurou entender minha alimentação, meus horários e meus exames antes de definir a melhor estratégia.

Fonte: doctoralia.com.br

Maristela OPINIÃO VERIFICADA

05/08/2026

★★★★★

O Dr. Rodrigo explica o diabetes tipo 2 de uma forma muito clara e fácil de entender. Pela primeira vez consegui compreender melhor o que estava acontecendo com meu organismo e o motivo de cada orientação. É um médico muito didático e atencioso.

Fonte: doctoralia.com.br

Alessandra OPINIÃO VERIFICADA

30/07/2026

★★★★★

Dr. Rodrigo é excelente! Atencioso, competente e humano.

Fonte: doctoralia.com.br

Pedro OPINIÃO VERIFICADA

28/07/2026

★★★★★

Excelente comunicação e atenção aos detalhes. Me senti seguro durante toda a consulta

Fonte: doctoralia.com.br

Manuel OPINIÃO VERIFICADA

28/07/2026

★★★★★

Muito competente e humano. Fez com que eu me sentisse ouvido e bem orientado.

Fonte: doctoralia.com.br

Ana Clara OPINIÃO VERIFICADA

26/07/2026

★★★★★

Excelente experiência. O atendimento remoto foi tão bom quanto uma consulta presencial.

Fonte: doctoralia.com.br

Angelica Cristina de Sousa OPINIÃO VERIFICADA

22/07/2026

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Além de muito atencioso, passa tranquilidade durante todo o atendimento .vale a recomendação!

Fonte: doctoralia.com.br

Josué OPINIÃO VERIFICADA

21/07/2026

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Ótimo profissional. Escutou com atenção, fez perguntas importantes e orientou de forma clara.

Fonte: doctoralia.com.br

Carla OPINIÃO VERIFICADA

16/07/2026

★★★★★

Médico muito educado, cordial e atualizado. A experiência no teleatendimento foi excelente.

Fonte: doctoralia.com.br

Carolina Lemos OPINIÃO VERIFICADA

13/07/2026

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Consulta objetiva, completa e muito bem conduzida. Recomendo sem hesitar.

Fonte: doctoralia.com.br

Margarete OPINIÃO VERIFICADA

08/07/2026

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Muito satisfeita com o atendimento. Foi paciente, esclareceu todas as dúvidas e indicou o melhor tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Jaque OPINIÃO VERIFICADA

05/07/2026

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Profissional excepcional. Mesmo por teleconsulta, transmitiu segurança e acolhimento.

Fonte: doctoralia.com.br

Barbara OPINIÃO VERIFICADA

01/07/2026

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Atendimento de alta qualidade. Explicou tudo com calma e demonstrou muita empatia.

Fonte: doctoralia.com.br

Claudia OPINIÃO VERIFICADA

29/06/2026

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Excelente médico! Muito atencioso, competente e pontual. A consulta online foi excelente.

Fonte: doctoralia.com.br

Helena OPINIÃO VERIFICADA

26/06/2026

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Competente, acolhedor e atento aos detalhes. ameiii

Fonte: doctoralia.com.br

Cahh OPINIÃO VERIFICADA

22/06/2026

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Super recomendo. Explica cada etapa do tratamento de forma simples e transmite tranquilidade.

Fonte: doctoralia.com.br

Vanessa Brito OPINIÃO VERIFICADA

16/06/2026

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Ótimo médico! Atendimento humanizado, pontual e muito eficiente no acompanhamento metabólico e hormonal.

Fonte: doctoralia.com.br

Bia OPINIÃO VERIFICADA

14/06/2026

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Muito profissional e empático. Passa segurança e demonstra grande conhecimento na área de endocrinologia.

Fonte: doctoralia.com.br

Daniel OPINIÃO VERIFICADA

10/06/2026

★★★★★

Endocrinologista de confiança, dedicado e muito claro nas orientações. Recomendo especialmente para quem busca controle do diabetes.

Fonte: doctoralia.com.br

Pamela OPINIÃO VERIFICADA

05/06/2026

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Excelente experiência. O acompanhamento hormonal na menopausa melhorou muito minha qualidade de vida.

Fonte: doctoralia.com.br

Flavia OPINIÃO VERIFICADA

30/05/2026

★★★★★

Atendimento impecável. Escuta com atenção, pede exames detalhados e monta um tratamento realmente individualizado.

Fonte: doctoralia.com.br

Vanilda OPINIÃO VERIFICADA

24/05/2026

★★★★★

Médico atualizado, cuidadoso e muito paciente para tirar dúvidas. Tratamento do diabetes conduzido com segurança e eficiência.

Fonte: doctoralia.com.br

Lucineia OPINIÃO VERIFICADA

16/05/2026

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Profissional extremamente competente e humano. Me senti acolhida durante todo o acompanhamento da menopausa.

Fonte: doctoralia.com.br

Claudio OPINIÃO VERIFICADA

12/05/2026

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Excelente endocrinologista: muito atencioso, explica tudo com clareza e acompanha o tratamento de perto. Fez toda diferença no controle do diabetes

Fonte: doctoralia.com.br

Adriana Finladia OPINIÃO VERIFICADA

11/05/2026

★★★★★

Estava na menopausa, engordando sem parar e com uma fadiga que não passava. O Dr. Rodrigo Bomeny, conectou tudo: hormônios, metabolismo e composição corporal. O tratamento integrado fez eu me sentir bem de novo. Equipe excelente e ambiente muito agradável.

Fonte: doctoralia.com.br

Beatriz Ferreira OPINIÃO VERIFICADA

09/05/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo Bomeny depois de anos sem conseguir controlar meu diabetes tipo 2. Como endocrinologista, ele explicou cada exame, ajustou minha medicação com calma e em três meses minha hemoglobina glicada caiu de forma significativa. Consultório organizado, equipe atenciosa. Recomendo de olhos fechados.

Fonte: doctoralia.com.br

Adriana Mendonça OPINIÃO VERIFICADA

09/05/2026

★★★★★

Cheguei no consultório do Dr. Rodrigo Bomeny com mais de 30 kg acima do peso e sem esperança. Ele é um endocrinologista que realmente escuta, monta um plano realista e acompanha de perto. Já perdi 18 kg e meus exames nunca estiveram tão bons. Gratidão enorme.

Fonte: doctoralia.com.br

Fabiana Chaves Rocha Queiroz OPINIÃO VERIFICADA

12/02/2026

★★★★★

Falar do Dr. Rodrigo é falar de um profissional que eleva o padrão da medicina. Ele é extremamente competente e estudioso. E tem um grande diferencial que é o lado humano e acolhedor. Ele entende profundamente como as nossas emoções impactam o tratamento, não enxergando apenas a doença ou os sintomas, mas o paciente como um ser humano completo. O Dr. Rodrigo vai muito além de suas obrigações médicas: ele incentiva, acompanha cada resultado de perto e busca estratégias personalizadas que se encaixam na minha realidade. Sinto que ele está sempre disposto a viabilizar o que for preciso para minha saúde e bem-estar. Confio 100% em sua conduta e posso dizer que não sei o que seria da minha saúde sem os seus cuidados e direcionamentos.

Fonte: doctoralia.com.br

Opiniões de pacientes reproduzidas do site doctoralia.com.br, publicadas em 2026.