Skip to main content

Testosterona e hematócrito alto: o que avaliar?

Testosterona e hematócrito alto: o que avaliar e quando se preocupar

Resumo rápido

  • A reposição de testosterona pode aumentar a produção de glóbulos vermelhos e elevar o hematócrito.
  • Um hematócrito alto exige comparar exames anteriores, dose, formulação e outras possíveis causas.
  • Desidratação, tabagismo, apneia do sono e alguns medicamentos também podem elevar o resultado.
  • Doar sangue ou fazer sangrias repetidas não substitui a revisão do tratamento.
  • Hematócrito acima de 54% pede contato rápido com o médico; sintomas de trombose exigem urgência.

"Minha testosterona melhorou, mas o hematócrito subiu. O tratamento está me fazendo mal?" Ouço essa pergunta com frequência no consultório. Em geral, ela vem de alguém que finalmente recuperou energia e libido e agora tem medo de ter que abrir mão disso.

A resposta curta é que a reposição pode, sim, estimular a produção de glóbulos vermelhos. Essa é uma das principais razões para acompanhar o hemograma. Um resultado elevado não deve ser ignorado. Ele também não explica sozinho a causa nem define a mesma conduta para todos.

O cuidado começa pela comparação com exames anteriores e pela revisão da prescrição. A reposição existe para tratar uma deficiência hormonal comprovada, com segurança. Aumentar a dose para buscar mais disposição, sem necessidade clínica, nunca foi o objetivo.

O que você precisa saber

O hematócrito mede a proporção de glóbulos vermelhos no sangue. Ele é a porcentagem do volume do sangue ocupada por essas células, que transportam oxigênio. Sobe quando elas aumentam ou quando o sangue perde líquido, como na desidratação. Por isso, um valor isolado precisa ser lido junto da hemoglobina, dos exames anteriores e do contexto clínico.

A testosterona estimula a produção de glóbulos vermelhos. Esse efeito é esperado em algum grau e depende da dose, da formulação e do nível hormonal alcançado. Algumas pessoas têm elevação discreta; outras, mais acentuada. Sentir-se bem com o tratamento não dispensa o hemograma, porque bem-estar e exames de segurança precisam caminhar juntos.

Nem todo hematócrito alto em quem usa testosterona vem do hormônio. Tabagismo, apneia do sono, doenças pulmonares, altitude e alguns medicamentos também elevam o hematócrito. Atribuir tudo à testosterona, sem revisar o conjunto, pode deixar sem tratamento uma causa importante e silenciosa, como a apneia.

Hematócrito acima de 54% durante a reposição exige intervenção médica. Nessa faixa, a conduta envolve pausa supervisionada, investigação de outras causas e revisão da dose. Valores abaixo disso não são automaticamente tranquilos. Uma tendência de subida, sintomas ou outras doenças associadas podem justificar agir antes.

O que é hematócrito e por que ele sobe com a testosterona

Gosto de explicar o hematócrito com um copo de suco de laranja com polpa. O hematócrito é quanto do copo é polpa. Se você acrescenta mais polpa, a proporção sobe. Se você tira parte do líquido, a proporção também sobe, mesmo sem nenhuma polpa nova.

O primeiro caso equivale a produzir mais glóbulos vermelhos. O segundo equivale à desidratação. Os dois aparecem no laudo como "hematócrito alto", mas têm significados muito diferentes.

A hemoglobina é a proteína dentro dos glóbulos vermelhos que carrega o oxigênio. Hemoglobina e hematócrito costumam subir juntos. Por isso, eu sempre avalio os dois, e não só o número que vem destacado no laudo.

Por que a testosterona estimula os glóbulos vermelhos

A testosterona estimula a produção de eritropoietina, um hormônio fabricado pelos rins. A eritropoietina funciona como um sinal verde para a medula óssea fabricar glóbulos vermelhos. A testosterona também aumenta a disponibilidade de ferro, a matéria-prima dessa produção.

É por isso que homens com testosterona baixa às vezes têm anemia leve, que melhora com a reposição. O problema surge quando o estímulo passa do ponto.

O que significa eritrocitose durante a reposição?

Eritrocitose é o aumento de glóbulos vermelhos no sangue, geralmente identificado por hemoglobina ou hematócrito elevados. Durante a terapia com testosterona, pode ser um efeito do medicamento, mas outras causas sempre precisam ser consideradas.

Eritrocitose não é sinônimo de doença da medula óssea. A policitemia vera é uma condição específica, em que a própria medula produz células em excesso sem depender de estímulo externo. Ela não deve ser diagnosticada a partir de um hemograma isolado em quem usa testosterona.

Alguns sinais me fazem pensar em investigação hematológica. Um deles é a alteração conjunta de leucócitos ou plaquetas. Outro é o aumento do baço. Um terceiro é um hematócrito que continua subindo mesmo após o ajuste do tratamento. Nesses casos, a avaliação com o hematologista é o caminho.

A indicação da reposição também precisa continuar clara. Uma prescrição antiga não dispensa reavaliar benefícios, riscos e objetivo do tratamento. Explico melhor como confirmar a deficiência hormonal na página sobre tratamento do hipogonadismo.

Outras causas que precisam ser investigadas

Apneia do sono, tabagismo e oxigenação

Ronco importante, pausas na respiração percebidas por outra pessoa e sonolência durante o dia merecem investigação. A apneia obstrutiva do sono é a obstrução repetida das vias aéreas durante o sono. Ela reduz a oxigenação do sangue à noite. O organismo responde produzindo mais glóbulos vermelhos.

A apneia é muito comum em quem tem excesso de peso, o mesmo grupo em que a testosterona baixa aparece com frequência. Tratar apenas o número do hemograma pode deixar esse problema sem cuidado. Quando faz sentido, o tratamento da obesidade entra no plano, porque melhora a apneia e, muitas vezes, a própria testosterona.

O tabagismo e as doenças pulmonares, como a DPOC, seguem a mesma lógica de menor oxigenação. Viagens frequentes ou moradia em locais de altitude também contam.

Medicamentos, incluindo inibidores de SGLT2

Informe ao seu médico todos os medicamentos que você usa. Uma revisão sistemática publicada em 2025 descreveu eritrocitose durante o uso de inibidores de SGLT2, remédios muito usados no tratamento do diabetes tipo 2, da insuficiência cardíaca e da doença renal.

Esses medicamentos têm benefícios importantes para o coração e os rins. Reconhecer uma possível contribuição não significa suspendê-los por conta própria.

Desidratação e condições da coleta

Lembra do copo de suco? Coletar o exame desidratado, após treino intenso ou em dia muito quente pode elevar o hematócrito sem aumento real de células. Por isso, antes de mudar qualquer conduta por causa de um valor discretamente alto, eu costumo confirmar o resultado.

Qual valor de hematócrito merece preocupação?

O intervalo de referência do laboratório importa, mas a reposição usa limites próprios de segurança. A Endocrine Society orienta medir o hematócrito antes de iniciar, entre três e seis meses após o início e depois anualmente. A diretriz da Associação Americana de Urologia (AUA), revisada em 2024, considera que um hematócrito acima de 50% antes do tratamento pede adiar o início e investigar a causa.

Durante o tratamento, as duas diretrizes usam 54% como ponto de intervenção. Nessa faixa, a conduta é pausar temporariamente a testosterona até o hematócrito voltar a um nível seguro. Em seguida, investigam-se apneia e outras causas de baixa oxigenação, e a retomada é avaliada com dose menor.

Isso é uma referência para a decisão médica, não uma instrução para reorganizar sozinho a sua receita. Se o seu exame chegou a essa faixa, fale com quem prescreveu antes da próxima aplicação. Valores abaixo de 54% não são automaticamente irrelevantes. A tendência de subida entre um exame e outro diz muito.

Aqui vale uma frase que repito bastante: não existe equilíbrio, existe prioridade. Diante de um hematócrito alto, a prioridade é a segurança, e o ajuste fino dos sintomas vem depois.

Hematócrito alto aumenta o risco de trombose?

Mais glóbulos vermelhos podem deixar o sangue mais viscoso, ou seja, mais "espesso". Medir quanto isso aumenta o risco de trombose (formação de coágulos dentro dos vasos) é mais complexo do que essa explicação física sugere. Os estudos variam na população, na definição de eritrocitose e no tempo de acompanhamento.

Em um estudo observacional publicado em 2022, homens que desenvolveram hematócrito igual ou superior a 52% durante a reposição de testosterona tiveram mais eventos cardiovasculares e tromboses no primeiro ano. A associação não prova que o hematócrito, sozinho, tenha causado esses eventos.

O dado mais robusto vem do TRAVERSE, publicado em 2023 no New England Journal of Medicine. O estudo acompanhou mais de 5 mil homens de 45 a 80 anos com hipogonadismo e risco cardiovascular elevado. Eles usaram testosterona em gel ou placebo. A dose era ajustada para manter a testosterona em faixa fisiológica e o hematócrito em até 54%.

Nessas condições, a testosterona não aumentou infarto, AVC ou morte cardiovascular. Houve, porém, mais embolia pulmonar (coágulo que chega aos pulmões) no grupo tratado: 0,9%, contra 0,5% no placebo. Também houve mais fibrilação atrial, um tipo de arritmia, e mais lesão renal aguda.

Para mim, a mensagem é dupla. A reposição bem indicada e bem monitorada é segura do ponto de vista cardiovascular. Esse resultado, porém, não pode ser transferido para doses acima do fisiológico nem para quem usa testosterona sem diagnóstico.

Injetável e gel têm o mesmo efeito no hematócrito?

Não necessariamente. A revisão sistemática publicada na Blood Advances em 2025 encontrou mais eritrocitose com formulações intramusculares, doses maiores e idade mais avançada. A intensidade variou bastante entre os estudos. Um percentual máximo observado em uma pesquisa não representa todos os usuários.

Na prática, injeções com intervalos longos produzem picos de testosterona nos dias seguintes à aplicação. Esses picos parecem estimular mais a medula. O gel tende a gerar níveis mais estáveis, mas também pode elevar o hematócrito. Nenhuma via dispensa acompanhamento.

A data da coleta em relação à última aplicação muda a interpretação da testosterona medida. Leve essa informação junto com o hemograma.

Doar sangue ou fazer sangria resolve?

Retirar sangue reduz o hematócrito, mas não corrige o estímulo que está produzindo a alteração. A sangria terapêutica (ou flebotomia) é um procedimento médico, com indicação definida. A doação de sangue segue critérios próprios do serviço de hemoterapia. As duas não são intercambiáveis e não servem para sustentar uma dose hormonal inadequada.

Uma revisão de 2024 apontou a falta de evidência sólida de que a flebotomia previna complicações da eritrocitose causada pela testosterona. Retiradas repetidas também esgotam os estoques de ferro, o que traz sintomas próprios, como cansaço. A sangria tem indicações selecionadas, mas não é solução automática.

Também não comece aspirina, anticoagulante ou suplemento de ferro para "equilibrar o sangue". Esses produtos podem acrescentar riscos, como sangramentos, e não substituem esclarecer a causa.

Ao identificar hematócrito elevado durante a reposição de testosterona, avise o médico que prescreveu e leve hemogramas anteriores, a receita e as datas das aplicações. Informe ronco, tabagismo e outros medicamentos. Não use doações repetidas, sangrias ou aspirina por conta própria. A equipe deve investigar a causa e definir ajustes e monitoramento.

A reposição precisa ter indicação clara

Muitos dos hematócritos mais altos que vejo não vêm de reposição bem indicada. Vêm de testosterona usada sem diagnóstico, para ganho de massa muscular ou desempenho, em doses acima do fisiológico. No Brasil, a Resolução CFM nº 2.333/2023 proíbe a prescrição de testosterona sem comprovação da deficiência e veda seu uso com finalidade estética ou de melhora do desempenho esportivo.

Na minha formação, na Faculdade de Medicina da USP e no Hospital das Clínicas, aprendi a pensar a reposição hormonal como tratamento de uma doença, e não como atalho de bem-estar. Esse é o critério que sigo até hoje.

Como eu conduzo um hematócrito alto na prática

Cada caso tem particularidades, mas meu raciocínio costuma seguir esta sequência:

  1. Confirmo o resultado. Comparo com exames anteriores e, se a elevação for discreta, repito a coleta em boas condições de hidratação.
  2. Reviso o tratamento. Avalio dose, formulação, intervalo entre aplicações, data da última dose e nível de testosterona alcançado.
  3. Investigo outras causas. Pergunto sobre ronco, sonolência, tabagismo, doenças pulmonares e medicamentos e, quando indicado, solicito avaliação do sono.
  4. Olho o hemograma completo. Se leucócitos ou plaquetas também estão alterados, encaminho para investigação hematológica.
  5. Ajusto a conduta. As opções são reduzir a dose, mudar o intervalo, trocar a formulação ou pausar temporariamente, como acontece acima de 54%.
  6. Programo o reavaliação. Combino um novo hemograma para confirmar que a mudança funcionou.

Se o seu hematócrito subiu durante a reposição, agende uma consulta e leve os exames anteriores. Se você mora longe de São Paulo, a telemedicina permite revisar resultados e ajustar o plano sem deslocamento.

Principais pontos

  • O hemograma faz parte da segurança da reposição de testosterona, mesmo sem sintomas.
  • Exames anteriores e a tendência de evolução ajudam a interpretar a alteração.
  • Dose, formulação e outras causas, como apneia, tabagismo e medicamentos, devem ser avaliadas em conjunto.
  • Hematócrito acima de 54% pede intervenção médica, mas o julgamento clínico individual continua essencial.
  • No maior estudo sobre o tema, a reposição monitorada não aumentou infarto ou AVC, mas aumentou embolia pulmonar.
  • Sangria ou doação de sangue não devem compensar uma prescrição inadequada.
  • Testosterona sem diagnóstico ou para performance não é reposição, e no Brasil sua prescrição é vedada.
  • Dor no peito, falta de ar súbita ou sintomas neurológicos exigem atendimento de urgência.

Erros comuns

Erro: ignorar a alteração porque a disposição melhorou.
O benefício percebido não substitui os exames de segurança. Um hematócrito em elevação pode não dar sintomas. Informe o resultado e combine a revisão do tratamento.

Erro: trocar a formulação ou a dose por conta própria.
Apresentações e concentrações de testosterona não são equivalentes. Uma troca improvisada pode piorar o quadro ou atrapalhar a interpretação dos exames. Mudanças precisam de prescrição e de acompanhamento do efeito.

Erro: usar doação periódica como ajuste permanente.
A retirada de sangue baixa o número sem resolver a causa e pode esgotar o ferro. O caminho é discutir a indicação hormonal, a dose e os fatores associados.

Erro: começar aspirina para "afinar o sangue".
A aspirina não é tratamento para hematócrito alto e aumenta o risco de sangramento. Sua indicação depende de outra avaliação clínica, como doença cardiovascular estabelecida.

Erro: atribuir todo hematócrito alto à testosterona.
Apneia do sono, tabagismo, doenças pulmonares e alguns medicamentos também elevam o hematócrito. Suspender o hormônio sem investigar pode deixar sem tratamento uma causa importante.

Erro: usar testosterona sem diagnóstico ou em doses de performance.
Doses acima do fisiológico aumentam muito a chance de eritrocitose e de outros efeitos adversos. Os dados de segurança da reposição bem indicada não se aplicam a esse uso.

Perguntas frequentes

Hematócrito alto significa que tenho policitemia vera?

Não. Policitemia vera é uma doença específica da medula óssea, enquanto hematócrito elevado é um achado com várias explicações possíveis. Testosterona, desidratação e baixa oxigenação estão entre elas. A persistência da alteração, o restante do hemograma e a avaliação clínica ajudam a decidir quando investigar uma doença hematológica. Um valor isolado no laudo não permite esse diagnóstico.

Qual a diferença entre hematócrito e hemoglobina?

O hematócrito é a porcentagem do volume do sangue ocupada pelos glóbulos vermelhos. A hemoglobina é a proteína dentro dessas células que transporta o oxigênio, medida em gramas por decilitro. Os dois costumam subir juntos durante a reposição de testosterona. Por isso, devem ser avaliados em conjunto, e não apenas o valor que aparece destacado no laudo.

Se eu beber mais água, o resultado normaliza?

A desidratação pode elevar a proporção de glóbulos vermelhos, mas hidratar-se não resolve todas as causas. Não force a ingestão de água para tentar mudar o exame. Siga as orientações de coleta e informe em que condições ela ocorreu. Se houver aumento real da produção de células, será preciso avaliar o mecanismo envolvido.

Gel de testosterona não aumenta o hematócrito?

Pode aumentar. As formulações injetáveis mostram maior frequência de eritrocitose em estudos, mas nenhuma via dispensa acompanhamento. O risco também depende da dose, do nível de testosterona alcançado e de características pessoais. Uma eventual troca deve ser definida por quem prescreve, com orientação sobre aplicação e momento adequado dos exames.

Posso fazer a próxima aplicação se o hematócrito passou de 54%?

Entre em contato com o médico que prescreveu antes da próxima aplicação. Essa faixa exige intervenção, que pode envolver pausa supervisionada, investigação de outras causas e revisão da dose. Não adie a comunicação só porque está sem sintomas. Se houver dor no peito, falta de ar súbita ou alteração neurológica, procure atendimento de urgência.

Doar sangue regularmente torna qualquer dose segura?

Não, isso é um mito. Doações ou sangrias não tornam seguro um tratamento inadequado nem substituem investigar o aumento do hematócrito. Retiradas repetidas podem esgotar o ferro e causar cansaço. O serviço de doação tem critérios próprios, e a sangria terapêutica exige indicação médica. O cuidado deve tratar a causa, não apenas baixar o número.

O acompanhamento é necessário mesmo após anos de tratamento?

Sim. Dose, peso, sono, tabagismo, doenças e outros medicamentos mudam ao longo do tempo. Um exame antigo normal não garante que o resultado continuará assim. Em geral, o hemograma é repetido pelo menos uma vez por ano em quem está estável, e com mais frequência após mudanças. Mantenha os exames organizados para comparar a evolução.

Quais sintomas exigem atendimento imediato?

Dor no peito, falta de ar súbita, fraqueza em um lado do corpo, dificuldade repentina para falar ou inchaço doloroso em uma perna exigem avaliação urgente. Esses sintomas podem indicar trombose, embolia pulmonar ou AVC e não devem esperar uma consulta de rotina. No pronto-socorro, informe o uso de testosterona e leve o último hemograma.

Quando devo procurar um endocrinologista?

Procure um endocrinologista antes de iniciar a testosterona, para confirmar se existe deficiência hormonal de fato. Procure também se o hematócrito subir durante o tratamento ou se você usa o hormônio sem acompanhamento. O especialista avalia a indicação, investiga outras causas, ajusta dose e formulação e define a frequência dos exames de segurança.

Cuide da sua saúde com orientação individual

Se você faz reposição de testosterona e o hematócrito subiu, ou se tem dúvidas sobre a indicação do tratamento, agende uma consulta. Atendo presencialmente no Instituto Aster, no Campo Belo, e no Hospital Israelita Albert Einstein, em Perdizes, São Paulo.

Prefere atendimento a distância? Conheça a telemedicina, disponível quando clinicamente apropriada. Saiba mais sobre o Dr. Rodrigo Bomeny.


Este artigo foi escrito pelo Dr. Rodrigo Bomeny, endocrinologista e metabologista formado pela Faculdade de Medicina da USP, com residência no Hospital das Clínicas da USP e aproximadamente 20 anos de experiência clínica em diabetes, obesidade e doenças metabólicas. CRM-SP 129869 | RQE 60562.

Conteúdo educativo atualizado em 6 de outubro de 2026. Não substitui avaliação individual.

Referências

  1. Bhasin S, Brito JP, Cunningham GR, et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2018. DOI: 10.1210/jc.2018-00229.
  2. Mulhall JP, Trost LW, Brannigan RE, et al. Evaluation and Management of Testosterone Deficiency: AUA Guideline. J Urol. 2018 (validade reconfirmada em 2024). DOI: 10.1016/j.juro.2018.03.115.
  3. Lincoff AM, Bhasin S, Flevaris P, et al.; TRAVERSE Study Investigators. Cardiovascular Safety of Testosterone-Replacement Therapy. N Engl J Med. 2023;389(2):107-117. DOI: 10.1056/NEJMoa2215025.
  4. Liu J, Chin-Yee B, Ho J, et al. Diagnosis, management, and outcomes of drug-induced erythrocytosis: a systematic review. Blood Adv. 2025. DOI: 10.1182/bloodadvances.2024015410.
  5. Ory J, Nackeeran S, Balaji NC, et al. Secondary Polycythemia in Men Receiving Testosterone Therapy Increases Risk of Major Adverse Cardiovascular Events and Venous Thromboembolism in the First Year of Therapy. J Urol. 2022. DOI: 10.1097/JU.0000000000002437.
  6. Bond P, Verdegaal T, Smit DL. Testosterone therapy-induced erythrocytosis: can phlebotomy be justified? Endocr Connect. 2024. DOI: 10.1530/EC-24-0283.
  7. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.333, de 30 de março de 2023. Diário Oficial da União, 11 abr. 2023, Seção 1, p. 226.

Agende sua consulta com endocrinologista especialista em diabete e obesidade e recupere sua saúde hormonal.