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Como perder peso com depressão: o que é realista, o que atrapalha e por onde começar

Depressão e peso: entenda a relação de mão dupla e como emagrecer sem se cobrar além da conta

Resumo rápido

  • Depressão e obesidade se alimentam mutuamente: quem tem uma condição tem risco maior de desenvolver a outra, e esse efeito vai nos dois sentidos.
  • O ganho de peso na depressão tem causas biológicas (sono, apetite, energia, inflamação) e comportamentais, e nenhuma delas é "falta de vontade".
  • Alguns antidepressivos favorecem o ganho de peso; outros são neutros ou até ajudam. Isso se discute com o psiquiatra, nunca se resolve parando o remédio por conta própria.
  • Em quem está deprimido, a meta de emagrecimento precisa ser pequena, concreta e tolerante a semanas ruins. Dieta restritiva costuma piorar o humor e o peso.
  • O tratamento que funciona é conjunto: psiquiatria ou psicologia cuidando do humor, e o endocrinologista cuidando do metabolismo, com estratégias que cabem na energia que a pessoa tem hoje.

Uma cena que se repete no consultório: a pessoa chega com o diagnóstico de depressão há um ou dois anos, está medicada, dormindo mal, e ganhou dez, quinze quilos nesse período. Ela conta isso com vergonha. Já tentou "fechar a boca" várias vezes, não conseguiu sustentar, e cada tentativa fracassada virou mais um motivo para se sentir incapaz. Em algum momento, a frase aparece: "doutor, eu não tenho força de vontade".

Eu discordo dessa frase todas as vezes. O que vejo diante de mim não é alguém sem vontade. É alguém cujo corpo e cérebro estão funcionando em modo de economia, com apetite alterado, sono fragmentado, energia baixa e, muitas vezes, um medicamento que mexe no peso. Pedir para essa pessoa fazer a mesma dieta que faria sem depressão é pedir para correr uma maratona com uma perna engessada.

Neste artigo, explico como a depressão e o peso se influenciam, o que os antidepressivos fazem com a balança, e como eu organizo um plano de emagrecimento que respeita o momento de quem está deprimido. Não vou prometer perda rápida. Vou mostrar o que é possível e por onde vale a pena começar.

O que Você Precisa Saber

A relação entre depressão e obesidade é de mão dupla. Uma grande revisão de estudos que acompanharam pessoas ao longo do tempo mostrou que quem tem obesidade tem risco cerca de 55% maior de desenvolver depressão, e quem tem depressão tem risco cerca de 58% maior de desenvolver obesidade. Não é uma condição causando a outra de forma simples: as duas compartilham mecanismos e se reforçam.

O ganho de peso na depressão tem explicação biológica. Alterações no sono, no apetite, na motivação para se mover e no sistema de recompensa do cérebro empurram o corpo para comer mais e gastar menos. Em parte das pessoas, há também um estado de inflamação de baixo grau e alteração do cortisol, o hormônio do estresse, que favorecem o acúmulo de gordura na barriga.

Antidepressivo não é tudo igual. Alguns medicamentos têm efeito claro sobre o peso, como mirtazapina e paroxetina. Outros são quase neutros, como sertralina. A bupropiona é a que menos engorda e pode até ajudar a perder peso. Essa escolha é do psiquiatra, mas o endocrinologista precisa estar na conversa.

A estratégia precisa caber na energia que a pessoa tem. Um plano de emagrecimento para quem está deprimido não pode depender de disciplina diária intensa. Ele precisa funcionar nos dias ruins. Isso muda tudo: a meta, o tipo de alimentação, o tipo de exercício e a forma de medir progresso.

Por que a depressão engorda: o corpo em modo de economia

Costumo explicar assim. Imagine que o corpo tem um painel de controle que regula fome, saciedade, energia e vontade de se mover. Na depressão, esse painel é reconfigurado. Não é que a pessoa "escolhe" comer mais e se mexer menos: os ajustes mudaram antes de qualquer escolha.

Definição rápida
Depressão

doença do humor caracterizada por tristeza persistente ou perda de interesse e prazer por pelo menos duas semanas, acompanhada de alterações de sono, apetite, energia, concentração e autoestima. É diagnosticada por avaliação clínica, não por exame de sangue.

Os principais caminhos pelos quais a depressão favorece o ganho de peso:

Sono. Dormir pouco ou dormir mal, o que é regra na depressão, aumenta a grelina (hormônio que estimula a fome) e reduz a leptina (hormônio que sinaliza saciedade). No dia seguinte, o cérebro busca alimentos mais calóricos e a resistência para dizer "não" diminui.

Apetite e recompensa. Em parte das pessoas, a depressão reduz o apetite. Em outra parte, especialmente na chamada depressão atípica, o apetite aumenta, com busca por doces e carboidratos. A comida se torna uma das poucas fontes de prazer disponíveis quando o sistema de recompensa do cérebro está embotado.

Movimento. A fadiga e a falta de motivação reduzem não só o exercício, mas o movimento do dia a dia: caminhar, subir escada, sair de casa. Esse gasto "invisível" cai muito, e ele representa uma fatia importante do gasto diário.

Cortisol e inflamação. Em parte dos pacientes, o eixo do estresse fica cronicamente ativado, com cortisol um pouco mais alto ao longo do dia. Isso favorece gordura abdominal e piora a resistência à insulina. Veja que não estou falando de doença de Cushing nem de "cortisol alto" como diagnóstico de moda: é um ajuste sutil, mas que faz diferença ao longo de meses.

Definição rápida
Resistência à insulina

situação em que as células respondem mal à insulina, o hormônio que coloca a glicose para dentro delas. É como uma fechadura emperrada: a chave existe, mas abre com dificuldade. O corpo compensa produzindo mais insulina, o que facilita o acúmulo de gordura.

E a obesidade, por sua vez, piora a depressão: pela inflamação, pelas dores, pela apneia do sono, pelo estigma social e pela frustração das tentativas de emagrecer. É um círculo que se fecha. Já escrevi sobre como a saúde mental interfere no emagrecimento e sobre a resistência à insulina e síndrome metabólica, que frequentemente aparecem juntas nesse cenário.

Antidepressivos e peso: o que engorda, o que não engorda

Essa é a pergunta que mais ouço. E a resposta honesta é: depende do medicamento, da dose, do tempo de uso e da pessoa.

Um estudo americano publicado em 2024, que acompanhou mais de 180 mil adultos iniciando antidepressivos, comparou o ganho de peso entre os medicamentos mais usados. Em linhas gerais, o resultado confirmou o que a prática já sugeria: escitalopram, paroxetina e duloxetina se associaram a mais ganho de peso do que a sertralina, e a bupropiona foi a que menos engordou. As diferenças médias entre os medicamentos foram modestas, da ordem de poucas centenas de gramas a pouco mais de um quilo em dois anos, mas em alguns pacientes o efeito individual é bem maior.

De forma simplificada, como organizo essa informação para o paciente:

Maior tendência a ganho de peso: mirtazapina, paroxetina, amitriptilina e outros tricíclicos. A mirtazapina, em especial, aumenta apetite de forma marcante e é usada às vezes justamente por isso.

Tendência intermediária: escitalopram, citalopram, duloxetina, venlafaxina. Geralmente neutros no curto prazo, com ganho possível no uso prolongado.

Mais neutros: sertralina e fluoxetina. A fluoxetina pode até reduzir o apetite nos primeiros meses.

Favorável ao peso: bupropiona, que atua em dopamina e noradrenalina e tende a reduzir apetite.

Perceba que isso não significa que todo mundo deva usar bupropiona. Ela não serve para todos os tipos de depressão, tem contraindicações (como histórico de convulsão ou transtornos alimentares) e, em alguns quadros, a mirtazapina é exatamente o que a pessoa precisa para dormir e comer. A escolha é do psiquiatra. O meu papel é levar essa informação para a mesa e, quando o ganho de peso está prejudicando a saúde e a adesão, propor que a troca seja discutida.

O que eu peço com firmeza: nunca parar ou reduzir o antidepressivo por conta própria para emagrecer. A recaída da depressão custa muito mais caro, inclusive em peso, do que o efeito do remédio.

Antidepressivos diferem no efeito sobre o peso. Mirtazapina e paroxetina estão entre os que mais favorecem ganho; sertralina e fluoxetina são mais neutros; a bupropiona é a que menos engorda e pode reduzir o apetite. A diferença média entre eles é modesta, mas o efeito individual pode ser grande. A troca de medicamento é decisão do psiquiatra e nunca deve ser feita por conta própria.

Como eu organizo o emagrecimento em quem está deprimido

Aqui entra a minha frase de sempre: não existe equilíbrio, existe prioridade. Em quem está deprimido, a prioridade número um é tratar a depressão. Sem isso, qualquer plano de peso vai desmoronar na primeira semana ruim. A segunda prioridade é não piorar o humor com o tratamento do peso. Dietas muito restritivas, cortes de carboidrato abruptos e metas agressivas aumentam irritabilidade, pioram o sono e alimentam a sensação de fracasso.

Dentro desses limites, o que eu faço na prática:

1. Definir uma meta pequena e de processo, não de resultado. Em vez de "perder 10 kg", a meta é "ter proteína no café da manhã cinco dias por semana" ou "caminhar 15 minutos três vezes". Metas de processo funcionam nos dias ruins; metas de peso não.

2. Proteína primeiro. Proteína é o nutriente que mais sacia, protege a massa muscular e ajuda a estabilizar a glicemia ao longo do dia, o que reduz a oscilação de energia e humor. Eu uso a Relação Proteína|Energia para organizar isso sem contar calorias, porque contar calorias exige uma energia mental que a pessoa deprimida muitas vezes não tem.

3. Simplificar ao máximo. Refeições repetidas, poucos ingredientes, opções prontas que funcionam (ovos, iogurte natural, frango desfiado, atum, queijo, frutas). O "melhor cardápio" é o que a pessoa consegue executar numa terça-feira em que não quis sair da cama.

4. Movimento como tratamento do humor, não como queima de calorias. A evidência sobre exercício na depressão é forte: caminhada, musculação e yoga melhoram sintomas depressivos com efeito comparável ao de outras intervenções, e o benefício aparece mesmo com doses pequenas. Eu peço o mínimo possível para começar: 10 minutos de caminhada ao ar livre, de preferência com luz do dia. O objetivo inicial é o humor; o peso vem depois.

5. Proteger o sono. Horário regular para deitar e levantar, luz pela manhã, menos tela à noite, e tratar apneia do sono quando existe. Em quem tem obesidade, a apneia é frequente e piora tanto a depressão quanto a fome. Já abordei isso em obesidade, apneia e CPAP.

6. Diferenciar fome de desconforto. A comida como anestesia emocional é comum na depressão. Não é para proibir, é para reconhecer. Quando a pessoa percebe "não é fome, é angústia", ela ganha um segundo de escolha. Esse treino é feito junto com a psicoterapia, e eu escrevi sobre ele em como saber se é fome mesmo.

7. Medicação para obesidade, quando indicada. Para quem tem obesidade ou sobrepeso com doenças associadas, os agonistas de GLP-1 (semaglutida/Ozempic/Wegovy) e o agonista duplo GIP/GLP-1 (tirzepatida/Mounjaro) são ferramentas legítimas, e não existe contraindicação pela depressão em si. As agências reguladoras europeia e americana revisaram os dados e não encontraram relação causal entre esses medicamentos e ideação suicida. Mesmo assim, eu monitoro o humor com atenção nos primeiros meses, especialmente em quem já usa antidepressivo, e mantenho o psiquiatra informado. Saiba mais sobre as opções em novidades no tratamento da obesidade.

O que não funciona (e costuma piorar)

Dieta restritiva de 1.000 calorias. Em alguém com depressão, isso significa mais fadiga, mais irritabilidade, pior sono e abandono em poucos dias, seguido da sensação de fracasso que alimenta o quadro.

Cortar carboidrato de forma radical sem acompanhamento. Pode piorar o sono e o humor nas primeiras semanas. Quando uso estratégias com menos carboidrato, faço de forma gradual e com proteína bem organizada.

Treino intenso de uma hora, cinco vezes por semana, "para compensar". A pessoa não sustenta, se machuca ou desiste. O movimento que ajuda é o que cabe na rotina real.

Pesar-se todo dia e julgar o humor pelo número. O peso flutua até dois quilos em 24 horas por água e intestino. Em quem está deprimido, uma manhã com número ruim pode derrubar o dia inteiro.

Suplementos "para o humor" como substitutos do tratamento. Ômega-3 e vitamina D têm evidência modesta e, no máximo, complementar. Não substituem antidepressivo nem psicoterapia.

Em quem está deprimido, o emagrecimento que funciona é o que sobrevive aos dias ruins: tratamento da depressão em primeiro lugar, proteína organizada, refeições simples, movimento curto e regular, sono protegido e metas de processo em vez de metas de peso. Dietas restritivas e treinos intensos tendem a piorar o humor e levar ao abandono.

Principais Pontos

1Depressão e obesidade aumentam mutuamente o risco uma da outra, com efeito nos dois sentidos.
2O ganho de peso na depressão passa por sono ruim, apetite alterado, menos movimento, cortisol e inflamação, e não por falta de vontade.
3Mirtazapina e paroxetina estão entre os antidepressivos que mais favorecem o ganho de peso; sertralina e fluoxetina são mais neutros; a bupropiona é a que menos engorda.
4A troca de antidepressivo é decisão do psiquiatra. Parar por conta própria para emagrecer é o pior caminho.
5A primeira prioridade é tratar a depressão; a segunda é não piorar o humor com o tratamento do peso.
6Proteína organizada, refeições simples e metas de processo funcionam melhor do que dietas restritivas.
7Exercício, mesmo em doses pequenas, trata a depressão e deve ser visto como remédio para o humor, não como queima de calorias.
8Medicamentos para obesidade podem ser usados em quem tem depressão, com monitoramento do humor e comunicação com o psiquiatra.

Erros Comuns

parar o antidepressivo para emagrecer
A recaída da depressão custa muito mais do que o efeito do remédio no peso. A conversa certa é com o psiquiatra, sobre ajuste ou troca.
começar uma dieta restritiva no meio de um episódio depressivo
Restrição severa piora fadiga, sono e irritabilidade, e o abandono reforça a sensação de incapacidade.
esperar a motivação chegar para começar
Na depressão, a motivação vem depois da ação, não antes. Começar com algo muito pequeno é o que gera o primeiro ganho.
medir o progresso só pela balança
O número varia por água e intestino. Sono, energia, cintura e constância nos hábitos são medidas mais justas nesse momento.
tratar o peso sem tratar o humor
Sem a depressão sob controle, qualquer plano cai na primeira semana ruim. O tratamento é conjunto.
achar que o endocrinologista e o psiquiatra não precisam conversar
Antidepressivo, sono, apetite e medicação para obesidade se influenciam. A comunicação entre os dois profissionais evita decisões que se anulam.

Perguntas Frequentes

  • Depressão engorda mesmo ou é só o remédio?

    As duas coisas. A própria depressão altera sono, apetite, motivação e hormônios do estresse, o que favorece o ganho de peso mesmo sem medicamento. Alguns antidepressivos somam a isso um aumento de apetite ou redução do gasto. Na prática, costumo ver o peso subir pelos dois caminhos ao mesmo tempo, e a solução passa por tratar bem a depressão e, quando necessário, revisar o medicamento com o psiquiatra.

  • Qual antidepressivo não engorda?

    A bupropiona é o que menos engorda e pode até reduzir o apetite. Sertralina e fluoxetina são considerados mais neutros. Mirtazapina, paroxetina e os tricíclicos estão entre os que mais favorecem ganho de peso. Mas o melhor antidepressivo é o que trata a sua depressão: a escolha leva em conta o tipo de sintoma, outras doenças e histórico de resposta, e é feita pelo psiquiatra.

  • Posso usar Ozempic ou Mounjaro se tenho depressão?

    Em geral, sim, quando há indicação por obesidade ou sobrepeso com doenças associadas. As agências reguladoras revisaram os dados e não encontraram relação causal entre esses medicamentos e ideação suicida. Mesmo assim, eu acompanho o humor com atenção nos primeiros meses, principalmente em quem já usa antidepressivo, e mantenho contato com o psiquiatra. Depressão grave não controlada pede estabilização antes.

  • Exercício ajuda na depressão ou só no peso?

    Ajuda muito na depressão. Revisões recentes mostram que caminhada, musculação e yoga reduzem sintomas depressivos de forma consistente, com efeito que aparece mesmo em doses pequenas. Por isso, eu apresento o exercício primeiro como tratamento do humor. O efeito sobre o peso é um bônus que vem depois, e é mais ligado à manutenção do que à perda rápida.

  • Quanto peso é realista perder enquanto estou tratando a depressão?

    Menos do que em outros momentos, e isso é normal. Eu prefiro uma perda lenta e sustentada, ou até a simples interrupção do ganho, do que uma perda rápida seguida de abandono. Quando a depressão melhora, a energia volta e o emagrecimento costuma acelerar naturalmente. Metas de 0,5% a 1% do peso por mês já são excelentes nessa fase.

  • Comer doce quando estou triste é compulsão?

    Não necessariamente. Comer para aliviar emoções é comum e humano. A compulsão alimentar envolve episódios de ingestão muito grande, com sensação de perda de controle, de forma repetida. Se isso acontece com frequência, vale uma avaliação específica, porque o tratamento muda. Escrevi sobre como controlar a compulsão alimentar para ajudar a diferenciar.

  • Dieta cetogênica trata depressão?

    Há pesquisas iniciais em "psiquiatria metabólica" sugerindo benefício em alguns casos, mas a evidência ainda é preliminar e vem de estudos pequenos. Não uso dieta cetogênica como tratamento de depressão. Quando reduzo carboidratos, faço de forma gradual, com proteína bem organizada e junto com o tratamento psiquiátrico, nunca em substituição a ele.

  • Preciso de endocrinologista ou de psiquiatra?

    Dos dois, em muitos casos. O psiquiatra cuida da depressão e das escolhas de medicação. O endocrinologista avalia o impacto no metabolismo, investiga outras causas de ganho de peso (tireoide, apneia, resistência à insulina), organiza a alimentação e decide sobre medicação para obesidade. O ideal é que os dois conversem.

  • Quando devo procurar ajuda com urgência?

    Se houver pensamentos de morte ou de se machucar, a prioridade é o atendimento psiquiátrico imediato, por serviço de emergência ou pelo CVV (ligue 188). Nesse momento, o peso fica em segundo plano. Depois da estabilização, o cuidado com o metabolismo volta a fazer parte do plano.

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Dr. Rodrigo Bomeny
Escrito pelo Dr. Rodrigo Bomeny
Endocrinologista e metabologista · FMUSP / HC-USP · ~20 anos de prática clínica
CRM-SP 129869 · RQE 60562 · Conteúdo educativo atualizado em 19 de outubro de 2026. Não substitui avaliação individual.
Referências
  1. Luppino FS, de Wit LM, Bouvy PF, et al. Overweight, obesity, and depression: a systematic review and meta-analysis of longitudinal studies. Arch Gen Psychiatry. 2010;67(3):220-229. doi:10.1001/archgenpsychiatry.2010.2.
  2. Petimar J, Young JG, Yu H, et al. Medication-Induced Weight Change Across Common Antidepressant Treatments: A Target Trial Emulation Study. Ann Intern Med. 2024;177(8):993-1003. doi:10.7326/M23-2742.
  3. Serretti A, Mandelli L. Antidepressants and body weight: a comprehensive review and meta-analysis. J Clin Psychiatry. 2010;71(10):1259-1272. doi:10.4088/JCP.09r05346blu.
  4. Noetel M, Sanders T, Gallardo-Gómez D, et al. Effect of exercise for depression: systematic review and network meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2024;384:e075847. doi:10.1136/bmj-2023-075847.
  5. Milaneschi Y, Simmons WK, van Rossum EFC, Penninx BW. Depression and obesity: evidence of shared biological mechanisms. Mol Psychiatry. 2019;24(1):18-33. doi:10.1038/s41380-018-0017-5.
  6. European Medicines Agency. PRAC concludes that available evidence does not support a causal association between GLP-1 receptor agonists and suicidal and self-injurious thoughts. 2024.
  7. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Diretrizes Brasileiras de Obesidade. Edição atual.
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: percepção do estado de saúde, estilos de vida, doenças crônicas e saúde bucal. Rio de Janeiro: IBGE; 2020.

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O que os pacientes dizem

Ênio OPINIÃO VERIFICADA

07/10/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo por testosterona baixa, cansaço e redução da libido. Após a investigação e o tratamento, percebi uma melhora importante na disposição, libido e bem-estar. Também gostei porque ele não tratou apenas um número no exame, mas avaliou o quadro como um todo.

Fonte: doctoralia.com.br

Cida OPINIÃO VERIFICADA

01/10/2026

★★★★★

Cheguei à consulta com muitos sintomas da menopausa e bastante insegurança sobre reposição hormonal. Com o tratamento, meu sono melhorou, as ondas de calor diminuíram e voltei a ter mais disposição no dia a dia. Gostei muito da forma como tudo foi explicado.

Fonte: doctoralia.com.br

Janice OPINIÃO VERIFICADA

30/09/2026

★★★★★

Procurei atendimento por causa dos sintomas da menopausa, principalmente ondas de calor, sono ruim e falta de disposição. Depois do tratamento, tive uma melhora muito significativa desses sintomas. O Dr. Rodrigo explicou com bastante cuidado os benefícios, riscos e acompanhamento da reposição hormonal.

Fonte: doctoralia.com.br

Michelle Garcia OPINIÃO VERIFICADA

28/09/2026

★★★★★

Tenho diabetes há alguns anos e nunca tinha entendido tão bem meus exames. Depois de iniciar o acompanhamento, meus resultados melhoraram bastante e consegui organizar melhor minha alimentação e medicações. Além dos números, também percebi melhora no cansaço e na disposição.

Fonte: doctoralia.com.br

Manuel OPINIÃO VERIFICADA

26/09/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo para tratar meu diabetes tipo 2 e tive uma ótima evolução. Minha glicemia e hemoglobina glicada melhoraram, consegui perder peso e hoje me sinto com mais disposição. Gostei muito porque ele explicou o tratamento de forma clara e acompanhou cada etapa.

Fonte: doctoralia.com.br

Rosana Pimentel OPINIÃO VERIFICADA

20/09/2026

★★★★★

Estou tendo uma ótima experiência no tratamento do diabetes tipo 2. As consultas são detalhadas, as orientações são claras e o acompanhamento é feito de maneira cuidadosa. Recomendo pela competência, atenção e forma respeitosa de tratar o paciente.

Fonte: doctoralia.com.br

Lisa OPINIÃO VERIFICADA

15/09/2026

★★★★★

Médico muito humano e paciente. Escutou minhas dificuldades, analisou meus exames detalhadamente e não teve pressa durante a consulta. Senti que minhas dúvidas foram realmente levadas em consideração.

Fonte: doctoralia.com.br

Ervino Almeida OPINIÃO VERIFICADA

13/09/2026

★★★★★

Cheguei à consulta desanimado com o diabetes, mas saí me sentindo muito mais motivado. O Dr. Rodrigo explicou que existem várias formas de melhorar o controle da doença e apresentou um plano bem organizado. Isso me deu esperança e confiança no tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Ilacir OPINIÃO VERIFICADA

08/09/2026

★★★★★

Recebi orientações práticas e possíveis de seguir, sem dietas impossíveis ou cobranças exageradas. Aos poucos, consegui melhorar minha alimentação e minha atividade física. O Dr. Rodrigo tem uma abordagem realista e respeitosa.

Fonte: doctoralia.com.br

Ro OPINIÃO VERIFICADA

31/08/2026

★★★★★

O que mais gostei foi que ele não olhou apenas para a glicose. Também avaliou meu peso, pressão, colesterol, sono, alimentação e risco cardiovascular. Foi uma consulta muito completa e um tratamento realmente voltado para a saúde como um todo.

Fonte: doctoralia.com.br

Renato Antunes OPINIÃO VERIFICADA

26/08/2026

★★★★★

O Dr. Rodrigo transmite muita segurança e demonstra grande conhecimento sobre diabetes tipo 2. Explicou os benefícios e os possíveis efeitos colaterais das medicações, além de responder todas as minhas dúvidas com calma.

Fonte: doctoralia.com.br

Jelson Lino OPINIÃO VERIFICADA

22/08/2026

★★★★★

Estou muito satisfeito com o acompanhamento. Minha glicemia e minha hemoglobina glicada melhoraram bastante, e hoje entendo melhor como controlar o diabetes no dia a dia. O Dr. Rodrigo acompanha os resultados com cuidado e explica cada mudança no tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Renildo dos santos OPINIÃO VERIFICADA

18/08/2026

★★★★★

Excelente médico. Durante a consulta, ouviu tudo com muita atenção e sem julgamentos. O tratamento do diabetes pode ser cansativo, mas me senti acolhido e mais confiante para cuidar da minha saúde.

Fonte: doctoralia.com.br

Viviane OPINIÃO VERIFICADA

09/08/2026

★★★★★

Gostei muito do fato de o tratamento ter sido pensado de acordo com a minha rotina e as minhas dificuldades. Não recebi apenas uma orientação genérica. O Dr. Rodrigo procurou entender minha alimentação, meus horários e meus exames antes de definir a melhor estratégia.

Fonte: doctoralia.com.br

Maristela OPINIÃO VERIFICADA

05/08/2026

★★★★★

O Dr. Rodrigo explica o diabetes tipo 2 de uma forma muito clara e fácil de entender. Pela primeira vez consegui compreender melhor o que estava acontecendo com meu organismo e o motivo de cada orientação. É um médico muito didático e atencioso.

Fonte: doctoralia.com.br

Alessandra OPINIÃO VERIFICADA

30/07/2026

★★★★★

Dr. Rodrigo é excelente! Atencioso, competente e humano.

Fonte: doctoralia.com.br

Pedro OPINIÃO VERIFICADA

28/07/2026

★★★★★

Excelente comunicação e atenção aos detalhes. Me senti seguro durante toda a consulta

Fonte: doctoralia.com.br

Manuel OPINIÃO VERIFICADA

28/07/2026

★★★★★

Muito competente e humano. Fez com que eu me sentisse ouvido e bem orientado.

Fonte: doctoralia.com.br

Ana Clara OPINIÃO VERIFICADA

26/07/2026

★★★★★

Excelente experiência. O atendimento remoto foi tão bom quanto uma consulta presencial.

Fonte: doctoralia.com.br

Angelica Cristina de Sousa OPINIÃO VERIFICADA

22/07/2026

★★★★★

Além de muito atencioso, passa tranquilidade durante todo o atendimento .vale a recomendação!

Fonte: doctoralia.com.br

Josué OPINIÃO VERIFICADA

21/07/2026

★★★★★

Ótimo profissional. Escutou com atenção, fez perguntas importantes e orientou de forma clara.

Fonte: doctoralia.com.br

Carla OPINIÃO VERIFICADA

16/07/2026

★★★★★

Médico muito educado, cordial e atualizado. A experiência no teleatendimento foi excelente.

Fonte: doctoralia.com.br

Carolina Lemos OPINIÃO VERIFICADA

13/07/2026

★★★★★

Consulta objetiva, completa e muito bem conduzida. Recomendo sem hesitar.

Fonte: doctoralia.com.br

Margarete OPINIÃO VERIFICADA

08/07/2026

★★★★★

Muito satisfeita com o atendimento. Foi paciente, esclareceu todas as dúvidas e indicou o melhor tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Jaque OPINIÃO VERIFICADA

05/07/2026

★★★★★

Profissional excepcional. Mesmo por teleconsulta, transmitiu segurança e acolhimento.

Fonte: doctoralia.com.br

Barbara OPINIÃO VERIFICADA

01/07/2026

★★★★★

Atendimento de alta qualidade. Explicou tudo com calma e demonstrou muita empatia.

Fonte: doctoralia.com.br

Claudia OPINIÃO VERIFICADA

29/06/2026

★★★★★

Excelente médico! Muito atencioso, competente e pontual. A consulta online foi excelente.

Fonte: doctoralia.com.br

Helena OPINIÃO VERIFICADA

26/06/2026

★★★★★

Competente, acolhedor e atento aos detalhes. ameiii

Fonte: doctoralia.com.br

Cahh OPINIÃO VERIFICADA

22/06/2026

★★★★★

Super recomendo. Explica cada etapa do tratamento de forma simples e transmite tranquilidade.

Fonte: doctoralia.com.br

Vanessa Brito OPINIÃO VERIFICADA

16/06/2026

★★★★★

Ótimo médico! Atendimento humanizado, pontual e muito eficiente no acompanhamento metabólico e hormonal.

Fonte: doctoralia.com.br

Bia OPINIÃO VERIFICADA

14/06/2026

★★★★★

Muito profissional e empático. Passa segurança e demonstra grande conhecimento na área de endocrinologia.

Fonte: doctoralia.com.br

Daniel OPINIÃO VERIFICADA

10/06/2026

★★★★★

Endocrinologista de confiança, dedicado e muito claro nas orientações. Recomendo especialmente para quem busca controle do diabetes.

Fonte: doctoralia.com.br

Pamela OPINIÃO VERIFICADA

05/06/2026

★★★★★

Excelente experiência. O acompanhamento hormonal na menopausa melhorou muito minha qualidade de vida.

Fonte: doctoralia.com.br

Flavia OPINIÃO VERIFICADA

30/05/2026

★★★★★

Atendimento impecável. Escuta com atenção, pede exames detalhados e monta um tratamento realmente individualizado.

Fonte: doctoralia.com.br

Vanilda OPINIÃO VERIFICADA

24/05/2026

★★★★★

Médico atualizado, cuidadoso e muito paciente para tirar dúvidas. Tratamento do diabetes conduzido com segurança e eficiência.

Fonte: doctoralia.com.br

Lucineia OPINIÃO VERIFICADA

16/05/2026

★★★★★

Profissional extremamente competente e humano. Me senti acolhida durante todo o acompanhamento da menopausa.

Fonte: doctoralia.com.br

Claudio OPINIÃO VERIFICADA

12/05/2026

★★★★★

Excelente endocrinologista: muito atencioso, explica tudo com clareza e acompanha o tratamento de perto. Fez toda diferença no controle do diabetes

Fonte: doctoralia.com.br

Adriana Finladia OPINIÃO VERIFICADA

11/05/2026

★★★★★

Estava na menopausa, engordando sem parar e com uma fadiga que não passava. O Dr. Rodrigo Bomeny, conectou tudo: hormônios, metabolismo e composição corporal. O tratamento integrado fez eu me sentir bem de novo. Equipe excelente e ambiente muito agradável.

Fonte: doctoralia.com.br

Beatriz Ferreira OPINIÃO VERIFICADA

09/05/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo Bomeny depois de anos sem conseguir controlar meu diabetes tipo 2. Como endocrinologista, ele explicou cada exame, ajustou minha medicação com calma e em três meses minha hemoglobina glicada caiu de forma significativa. Consultório organizado, equipe atenciosa. Recomendo de olhos fechados.

Fonte: doctoralia.com.br

Adriana Mendonça OPINIÃO VERIFICADA

09/05/2026

★★★★★

Cheguei no consultório do Dr. Rodrigo Bomeny com mais de 30 kg acima do peso e sem esperança. Ele é um endocrinologista que realmente escuta, monta um plano realista e acompanha de perto. Já perdi 18 kg e meus exames nunca estiveram tão bons. Gratidão enorme.

Fonte: doctoralia.com.br

Fabiana Chaves Rocha Queiroz OPINIÃO VERIFICADA

12/02/2026

★★★★★

Falar do Dr. Rodrigo é falar de um profissional que eleva o padrão da medicina. Ele é extremamente competente e estudioso. E tem um grande diferencial que é o lado humano e acolhedor. Ele entende profundamente como as nossas emoções impactam o tratamento, não enxergando apenas a doença ou os sintomas, mas o paciente como um ser humano completo. O Dr. Rodrigo vai muito além de suas obrigações médicas: ele incentiva, acompanha cada resultado de perto e busca estratégias personalizadas que se encaixam na minha realidade. Sinto que ele está sempre disposto a viabilizar o que for preciso para minha saúde e bem-estar. Confio 100% em sua conduta e posso dizer que não sei o que seria da minha saúde sem os seus cuidados e direcionamentos.

Fonte: doctoralia.com.br

Opiniões de pacientes reproduzidas do site doctoralia.com.br, publicadas em 2026.