Remédio para emagrecer: quais funcionam, para quem e o que vem por aí
Remédios para obesidade aprovados no Brasil: quanto fazem perder, para quem servem e os novos remédios a caminho
Resumo rápido
- Remédio para emagrecer é indicado com IMC a partir de 30, ou de 27 com doença ligada ao peso, sempre junto com alimentação, treino e sono.
- Há seis opções aprovadas no Brasil: tirzepatida, semaglutida, liraglutida, naltrexona com bupropiona, sibutramina e orlistate.
- Tirzepatida e semaglutida são as mais potentes, com perda média de 15% a 21% do peso nos grandes estudos.
- Ao parar, a maioria recupera boa parte do peso; proteína e treino de força protegem o músculo.
- Fórmulas para emagrecer com diurético, laxante ou hormônio de tireoide não tratam obesidade. A semaglutida em comprimido (Wegovy) foi aprovada pela Anvisa em novembro de 2026; o orforglipron e a retatrutida, ainda não.
"Qual é o melhor remédio para emagrecer?" Imagine essa pergunta acompanhada de uma lista no celular: a caneta da vizinha, um comprimido lançado nos Estados Unidos e um remédio novo que ainda está em estudo.
Nunca houve tantos remédios bons para obesidade, nem tanta confusão. Prefiro chamá-los de remédios para obesidade: o objetivo é tratar uma doença crônica, não caber numa roupa.
Este artigo é o mapa: o que está aprovado no Brasil em 2026, quanto cada opção faz perder, para quem serve, o que não usar e o que vem por aí. Os detalhes de cada caneta estão nos guias de semaglutida para emagrecer e de tirzepatida: como funciona.
O que Você Precisa Saber
O remédio entra no tratamento, não no lugar dele. Nos grandes estudos, todos recebiam orientação de alimentação e atividade física.
A potência mudou de patamar. Os remédios mais antigos fazem perder, em média, de 3% a 8% do peso; a semaglutida e a tirzepatida, de 15% a 21%.
O peso volta quando o remédio para. A obesidade é crônica, como a hipertensão, e parar sem plano costuma levar ao reganho.
Novo não é o mesmo que aprovado. Em novembro de 2026, o comprimido de semaglutida (Wegovy) foi aprovado pela Anvisa para obesidade, com vendas previstas para 2027; o orforglipron estava em análise, e a retatrutida não tinha aprovação em nenhum país.
Quem tem indicação de remédio para emagrecer
A obesidade é uma doença crônica, em que o corpo defende o peso que acumulou, como explico em obesidade: causas. A diretriz brasileira de tratamento farmacológico da obesidade, da ABESO, indica remédio com:
- IMC de 30 ou mais;
- IMC de 27 ou mais com complicação ligada ao peso, como pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, gordura no fígado ou colesterol alterado;
- em casos específicos, cintura ou relação cintura/altura aumentadas com complicações, mesmo com IMC menor.
índice de massa corporal, o peso em quilos dividido pela altura em metros ao quadrado. É uma triagem: não separa gordura de músculo nem mostra onde a gordura está.
Veja qual a diferença entre obesidade e sobrepeso e como a cintura revela a gordura visceral. Além do número, pesam a fome que trava o tratamento, o comer emocional ou noturno e as doenças que pedem resposta rápida.
Costumo usar a imagem da boia: quem aprende a nadar com ela não é mais fraco. O remédio serve para perder mais peso, aumentar o número de pessoas que perdem 10% ou mais e manter o resultado. Os pilares e o acompanhamento estão em tratamento para obesidade e na página do tratamento da obesidade.
Os remédios para obesidade aprovados no Brasil em 2026
remédio que imita o GLP-1, hormônio que o intestino libera depois de comer. Como uma chave na fechadura, ele avisa o cérebro de que há comida: a fome diminui e a saciedade aumenta.
São seis opções, da mais para a menos potente:
| Remédio | Como age | Perda média nos estudos | Cuidados principais |
|---|---|---|---|
| Tirzepatida (Mounjaro) | Imita o GLP-1 e o GIP; injeção semanal | 15% a 21% em 72 semanas, conforme a dose | Enjoo e intestino; reduz o efeito da pílula nas primeiras semanas |
| Semaglutida 2,4 mg (Wegovy, Poviztra) | Imita o GLP-1; injeção semanal | Cerca de 15% em 68 semanas | Enjoo e intestino; vesícula |
| Liraglutida 3,0 mg (Saxenda e versões nacionais) | Imita o GLP-1; injeção diária | Cerca de 8% em 56 semanas | Enjoo e intestino; aplicação diária |
| Naltrexona com bupropiona (Contrave) | Age na fome e na recompensa, no cérebro | Cerca de 6% em 56 semanas | Náusea, insônia e pressão; não usar com convulsões ou opioides |
| Sibutramina | Aumenta a saciedade no cérebro | Cerca de 4 kg a mais que o placebo | Sobe pressão e pulso; contraindicada em doença do coração e acima de 65 anos |
| Orlistate | Bloqueia parte da absorção da gordura no intestino | Cerca de 3 kg a mais que o placebo | Fezes oleosas; vitaminas; levotiroxina |
No estudo SURMOUNT-1, com mais de 2.500 adultos com obesidade sem diabetes, a tirzepatida levou a uma perda média de 15% a 20,9% do peso em 72 semanas, conforme a dose, contra 3,1% com placebo. No STEP 1, a semaglutida 2,4 mg levou a 14,9% em 68 semanas, contra 2,4%. Na comparação direta do SURMOUNT-5, a tirzepatida chegou a 20,2%, e a semaglutida, a 13,7%.
Tirzepatida (Mounjaro). A mais potente, aprovada pela Anvisa para obesidade em junho de 2025 e para apneia do sono em adultos com obesidade em outubro de 2025.
Semaglutida (Wegovy, Poviztra). Em 2026, a Anvisa aprovou a dose de 7,2 mg para adultos com obesidade que não responderam bem à de 2,4 mg; no estudo STEP UP, a perda média foi de cerca de 19%. No SELECT, a semaglutida reduziu em 20% infarto, AVC e morte cardiovascular em pessoas com doença do coração sem diabetes. Desde dezembro de 2025, também trata gordura no fígado com inflamação e fibrose, tema de gordura no fígado tem cura?.
Qual escolher. A diretriz orienta priorizar os mais potentes e olhar a doença associada: semaglutida na doença cardiovascular e no fígado inflamado; tirzepatida na apneia do sono moderada a grave. A naltrexona com bupropiona ajuda quando o comer emocional pesa. Não existe "o melhor remédio para emagrecer", existe o melhor para cada pessoa.
Efeitos colaterais e quem não pode usar
Tirzepatida, semaglutida e liraglutida. Os efeitos mais comuns são digestivos (náusea, vômitos, diarreia, intestino preso, refluxo), sobretudo nas subidas de dose. A perda rápida de peso favorece pedra na vesícula. A pancreatite é rara, mas dor forte no alto da barriga, irradiando para as costas, pede suspensão e atendimento.
Não podem usá-los pessoas com história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou de neoplasia endócrina múltipla tipo 2, gestantes e lactantes. Nódulos comuns e hipotireoidismo não impedem, como explico em Mounjaro, hipotireoidismo e nódulo de tireoide. Para engravidar, é preciso suspender antes; a bula da semaglutida pede pelo menos dois meses. Veja também Mounjaro e anticoncepcional e Mounjaro, Ozempic e cirurgia ou endoscopia.
Naltrexona com bupropiona. Náusea, dor de cabeça, insônia e aumento da pressão; contraindicada com convulsões, pressão não controlada, bulimia ou anorexia e uso de opioides ou de antidepressivos IMAO.
Sibutramina. A norma da Anvisa a contraindica, entre outros casos, com IMC abaixo de 30, doença do coração ou AVC, pressão acima de 145/90 e idade acima de 65 anos. No estudo SCOUT, em pessoas de alto risco, aumentou em 16% infartos e AVCs não fatais.
Orlistate. Fezes oleosas e urgência após refeições gordurosas; reduz a absorção das vitaminas A, D, E e K e da levotiroxina.
Na gravidez, nenhum remédio para obesidade deve ser usado.
O que acontece quando se para o remédio
Quando o remédio sai, a fome volta.
Na extensão do estudo STEP 1, um ano depois de parar a semaglutida, os participantes tinham recuperado cerca de dois terços do peso perdido. No SURMOUNT-4, quem trocou a tirzepatida por placebo após 36 semanas de tratamento recuperou, em média, cerca de 14% do peso em um ano, enquanto quem continuou perdeu mais 5,5%.
Não é vício nem falha do remédio: é o corpo defendendo o peso antigo, o mesmo mecanismo do efeito platô. Por isso, o tratamento é de longo prazo; há quem reduza a dose ou espace as aplicações, mas parar é decisão planejada. Parar de repente é o caminho mais curto para o efeito sanfona.
O outro cuidado é o músculo: em perdas rápidas, de um quarto a 40% do peso perdido pode ser massa magra. Não existe equilíbrio, existe prioridade, e durante o tratamento a prioridade é esta:
Proteína em todas as refeições. A Relação Proteína|Energia orienta a escolher alimentos com muita proteína para pouca energia, como ovos, carnes, peixes e iogurte natural; para muitos adultos em emagrecimento, de 1,2 a 1,6 g por quilo por dia, salvo doença renal.
Treino de força duas a três vezes por semana. É o sinal para o corpo manter o músculo enquanto a gordura sai, como detalho em Mounjaro e perda de massa muscular.
O que não usar para emagrecer
Vendidos como "remédio para emagrecer rápido", estes produtos não tratam obesidade:
- Fórmulas para emagrecer com diuréticos, laxantes, hormônio de tireoide ou hCG: são contraindicadas pela diretriz da ABESO, e o peso cai por perda de água.
- Diuréticos e laxantes por conta própria: tiram água e sais, com risco de desidratação e arritmia.
- Hormônio de tireoide sem hipotireoidismo: acelera o coração e enfraquece os ossos.
- Anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol): a própria Anvisa registrou em norma que não há dados de eficácia e segurança no controle da obesidade.
- Chás, cápsulas "naturais" e termogênicos: não agem na fome, e alguns lesam o fígado.
Low carb quando há resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes
Para quem tem resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes, a minha orientação alimentar, com ou sem remédio, é low carb.
padrão alimentar com carboidratos reduzidos, em geral abaixo de 130 gramas por dia, ou entre 26% e 45% das calorias, referência usada pela Sociedade Brasileira de Diabetes. Versões mais restritas podem ser usadas quando indicadas, com acompanhamento.
O prato fica assim: metade com proteína; um pouco mais de um quarto com vegetais e legumes; o restante, menos de um quarto, com carboidrato, de preferência feijão, lentilha, grão-de-bico ou tubérculos em porção pequena. A gordura entra no preparo e no tempero (azeite, manteiga, abacate, castanhas), na medida do sabor, não à vontade. Com a caneta, o prato fica menor, e começar pela proteína evita que ela falte. Mais detalhes no guia de alimentação no diabetes.
Alerta de segurança: quem usa insulina, sulfonilureias (como glibenclamida e gliclazida) ou inibidores de SGLT2 (como dapagliflozina e empagliflozina) precisa ajustar a medicação com o médico ao reduzir carboidratos, pelo risco de hipoglicemia e de cetoacidose euglicêmica. Com tirzepatida ou semaglutida, a pessoa come ainda menos, e o ajuste fica mais importante. Diabetes tipo 1, gestação, idosos frágeis e doença renal avançada exigem acompanhamento próximo.
Novos remédios para obesidade: o que vem por aí
A situação em novembro de 2026:
- Semaglutida oral 25 mg (Wegovy em comprimido). Aprovada nos Estados Unidos em dezembro de 2025; no estudo OASIS 4, perda média de 13,6% em 64 semanas, contra 2,2% com placebo. Aprovada pela Anvisa em 4 de novembro de 2026, com vendas previstas para 2027.
- Orforglipron (Foundayo, nos Estados Unidos). Comprimido diário que dispensa jejum, aprovado nos Estados Unidos em abril de 2026; no estudo ATTAIN-1, a dose mais alta levou a 11% a 12% de perda em 72 semanas. Em análise na Anvisa.
- Retatrutida. Age em três receptores (GLP-1, GIP e glucagon); no estudo TRIUMPH-1, perda média de 25,0% em 80 semanas com 12 mg (28,3% entre quem seguiu o tratamento). A fabricante planeja pedir aprovação nos Estados Unidos no início de 2027. Não tem registro em nenhum país.
- Cagrilintida com semaglutida (CagriSema). Soma um análogo da amilina, hormônio ligado à saciedade; no estudo REDEFINE 1, perda de 20,4% em 68 semanas, e, em comparação direta, ficou abaixo da tirzepatida. Decisão nos Estados Unidos esperada para o fim de 2026.
- Amicretina. Uma só molécula com ação de GLP-1 e de amilina; levou a até 22% de perda em 36 semanas num estudo inicial e entrou na fase 3 em 2026.
Perceba que nenhuma dessas novidades está disponível legalmente no Brasil para obesidade.
Quando procurar o endocrinologista
Vale uma avaliação quando:
- o IMC está em 30 ou mais, ou em 27 ou mais com pressão, glicose, colesterol, fígado ou sono alterados;
- a fome continua vencendo depois de ajustar alimentação, treino e sono;
- você usa ou quer usar uma caneta e tem dúvidas sobre dose, efeitos ou quando parar.
Principais Pontos
Erros Comuns
Perguntas Frequentes
- Qual é o melhor remédio para emagrecer hoje?
Não existe um melhor para todos. Em perda de peso, a tirzepatida (Mounjaro) é a mais potente: no estudo SURMOUNT-5, levou a cerca de 20% do peso em 72 semanas, contra cerca de 14% da semaglutida (Wegovy). Mas a semaglutida tem prova de proteção do coração em quem não tem diabetes. A escolha depende das doenças associadas e da tolerância.
- Remédio para emagrecer funciona sem dieta e exercício?
Funciona menos e pelo pior caminho. Nos estudos, todos os participantes tinham orientação de alimentação e atividade física, e a diretriz brasileira orienta nunca usar o remédio sozinho. Sem proteína suficiente e treino de força, uma parte maior do peso perdido vem do músculo, o que enfraquece o corpo e facilita o reganho.
- Existe remédio para emagrecer sem receita ou vendido em farmácia sem receita?
Não existe remédio para obesidade aprovado vendido sem receita. Todos exigem prescrição, e alguns têm controle extra: as canetas de semaglutida, liraglutida e tirzepatida têm receita retida, e a sibutramina exige notificação de receita B2. Chás, cápsulas "naturais" e termogênicos não tratam obesidade e podem fazer mal.
- Existe remédio para emagrecer em comprimido?
Sim. No Brasil, as opções por via oral aprovadas para obesidade são a naltrexona com bupropiona (Contrave), a sibutramina e o orlistate. A semaglutida em comprimido para obesidade e o orforglipron foram aprovados nos Estados Unidos, mas não tinham registro aqui em outubro de 2026. O comprimido de semaglutida vendido no Brasil (Rybelsus) é registrado para diabetes tipo 2.
- Remédio para emagrecer pode cortar o efeito do anticoncepcional?
Alguns, sim. A tirzepatida (Mounjaro) retarda o esvaziamento do estômago e pode reduzir a absorção da pílula; a bula orienta usar preservativo ou método não oral por quatro semanas após iniciar e após cada aumento de dose. A semaglutida não reduziu a absorção de forma relevante nos estudos. DIU, implante, injeção, anel e adesivo não dependem do intestino.
- Quem está amamentando pode tomar remédio para emagrecer?
Em geral, não. A tirzepatida não deve ser usada na amamentação, e para os outros remédios para obesidade faltam dados de segurança para o bebê, e o uso é desaconselhado. No pós-parto, a prioridade é proteína, sono e volta gradual à atividade física. Depois do desmame, o remédio pode ser avaliado, se houver indicação.
- Qual é o novo remédio para emagrecer liberado pela Anvisa?
Em 2026, a Anvisa aprovou a dose de 7,2 mg da semaglutida (Wegovy), para adultos com obesidade que não responderam à de 2,4 mg, versões nacionais e genéricas de semaglutida, registradas para diabetes tipo 2, e genéricos de liraglutida. Os comprimidos novos ainda não tinham registro no Brasil, e a retatrutida não é aprovada em nenhum país.
- Tem remédio para obesidade pelo SUS?
Até outubro de 2026, não. Em agosto de 2025, a Conitec, comissão que avalia a entrada de tecnologias no SUS, recomendou não incorporar a semaglutida e a liraglutida para obesidade. Em setembro de 2026, o Ministério da Saúde pediu uma nova análise das duas. Enquanto isso, o SUS oferece acompanhamento da obesidade e cirurgia bariátrica para quem preenche os critérios.
Cuide do seu peso com orientação individual

Referências
- Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade. 2025.
- Jastreboff AM, Aronne LJ, Ahmad NN, et al. Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity (SURMOUNT-1). N Engl J Med. 2022;387(3):205-216. doi:10.1056/NEJMoa2206038.
- Wilding JPH, Batterham RL, Calanna S, et al. Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity (STEP 1). N Engl J Med. 2021;384(11):989-1002. doi:10.1056/NEJMoa2032183.
- Aronne LJ, Horn DB, le Roux CW, et al. Tirzepatide as Compared with Semaglutide for the Treatment of Obesity (SURMOUNT-5). N Engl J Med. 2025;393(1):26-36. doi:10.1056/NEJMoa2416394.
- Aronne LJ, Sattar N, Horn DB, et al. Continued Treatment With Tirzepatide for Maintenance of Weight Reduction in Adults With Obesity: The SURMOUNT-4 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2024;331(1):38-48. doi:10.1001/jama.2023.24945.
- Wilding JPH, Batterham RL, Davies M, et al. Weight regain and cardiometabolic effects after withdrawal of semaglutide: The STEP 1 trial extension. Diabetes Obes Metab. 2022;24(8):1553-1564. doi:10.1111/dom.14725.
- Pi-Sunyer X, Astrup A, Fujioka K, et al. A Randomized, Controlled Trial of 3.0 mg of Liraglutide in Weight Management. N Engl J Med. 2015;373(1):11-22. doi:10.1056/NEJMoa1411892.
- Greenway FL, Fujioka K, Plodkowski RA, et al. Effect of naltrexone plus bupropion on weight loss in overweight and obese adults (COR-I): a multicentre, randomised, double-blind, placebo-controlled, phase 3 trial. Lancet. 2010;376(9741):595-605. doi:10.1016/S0140-6736(10)60888-4.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). RDC nº 50/2014 (sibutramina e anorexígenos); RDC nº 973/2025 (retenção de receita de agonistas de GLP-1); atualização de posologia do Wegovy (Resolução-RE nº 1.747/2026).
